Com ingresso noturno mais barato e homenagem a Espanha, Bienal do Livro de São Paulo espera receber mais de 700 mil visitantes - QTU Questões do Universo

Com ingresso noturno mais barato e homenagem a Espanha, Bienal do Livro de São Paulo espera receber mais de 700 mil visitantes

Fonte: Bandeira da fonte

Intitulada “Um Festival de Emoções”, a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 4 a 13 de setembro, deve ser a maior de todos os tempos.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a RX Brasil, organizadoras do evento, esperam receber até 700 mil pessoas no Distrito Anhembi, na Zona Norte de São Paulo.
Os detalhes da 28ª Bienal foram anunciados em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (4).
A feira literária vai ocupar 86 mil metros quadrados no Distrito Anhembi (uma expansão de 28% em relação à edição anterior, de 2024) e reunir 269 expositores.

Não basta escrever, tem que ter comunidade: Conheça estratégias de autores para fidelizar o público na internet
Zadie Smith: 'O populismo nasce de um sentimento de humilhação, que nós, do outro lado, não percebemos'
A programação completa já está no site do evento.
Entre os 350 autores confirmados, destacam-se a inglesa Alice Oseman, autora do fenômeno “Heartstopper”; a canadense Bal Khabra, que escreve romances ambientados no universo do hóquei no gelo; a espanhola Elena Armas, best-seller do BookTok (a comunidade de leitores do TikTok); e a influenciadora americana Courtney Henning Novak, que caiu nas graças dos brasileiros depois de gravar um vídeo apaixonado sobre “Memórias póstumas de Brás Cubas”, a obra-prima de Machado de Assis.

Já o elenco nacional reúne autores acostumados a arrastar multidões, como Conceição Evaristo (haverá uma mesa em celebração aos 80 anos da escritora), Itamar Vieira Junior, Raphael Montes, Socorro Acioli e Aline Bei.
Também estão confirmados o jornalista Pedro Bial, a dona da Magalu Luiza Helena Trajano e o carnavalesco Milton Cunha, entre outros nomes.
'Estamos piorando como espécie': Valter Hugo Mãe reflete sobre a estupidez contemporânea em novo livro
A programação será distribuída por 12 espaços temáticos, como a Arena Cultural, principal palco da Bienal; o Salão de Ideias; o Espaço Educação; o Papo de Mercado, voltado aos profissionais do setor editorial; o Espaço Prêmio Jabuti; o Espaço Cordel e Repente.
Entre as novidades, estão a Alameda dos Artistas, dedicada aos quadrinhos brasileiros, e o Espaço Saúde e Bem-Estar.
A Arena Podcast retorna ampliada, com 32 transmissões ao vivo.
Ao todo, serão 3.450 horas de programação.
As senhas para cada uma das mesas da Bienal serão disponibilizados gratuitamente pela internet em data ainda a ser definida.
— Este ano, a Bienal se transforma num verdadeiro festival cultural, reunindo leitores em torno dos livros, das ideias e das emoções — afirmou Sevani Matos, presidente da CBL.
Homenagem a Espanha
Pela primeira vez, a Bienal tem uma música oficial.
Lançada nas redes sociais da Bienal, a canção foi composta por Fernando Piccinini Jr., Aécio Vieira e Thomas Roth e é interpretada por Hugo Rafael, vocalista do grupo Sambô.
A Espanha será convidada de honra do evento.
Em um pavilhão de cerca de 500 metros quadrados, o país vai promover uma programação própria de debates, exposições e encontros literários, com curadoria da escritora Marta Sanz.
Uma delegação de 50 escritores espanhóis virá à Bienal.
Entre eles, estarão nomes se expressam não só em espanhol, mas também em catalão, basco e galego.

Secretário de Estado da Cultura da Espanha, Jordi Martí Grau afirmou o que o objetivo da programação espanhola é apresentar ao público brasileiro um país diverso, longe de estereótipos.
Ele também sublinhou a importância de aproximar as culturas ibero-americanas.
— Aceitamos o convite da Bienal do Livro de São Paulo porque o espaço cultural ibero-americano é cada vez mais importante e queremos fortalecer os laços para que se escute cada vez mais a voz da América Latina no diálogo internacional — afirmou o secretário, que celebrou os índices de leitura na Espanha: 66% da população em geral e 73% dos jovens se identificam como leitores.
— A leitura não é um capricho, não é algo que apenas adorna nossas vidas.
A leitura é um direito e é dever das políticas públicas garanti-lo.

Ingresso noturno e cashback
A Bienal também ampliará sua política de incentivo à compra de livros.
Entre as novidades, está a criação de um ingresso noturno, mais barato, e a ampliação da política de cashback.
De segunda a quinta, após as 17h, os ingressos custarão R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Os valores serão convertidos em crédito para compra de livros nos estandes da Bienal.
Durante o dia, de segunda à quinta, as entradas custarão R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) e o cashback será de R$ 15 e R$ 7,50, respectivamente.
Às sextas, sábados e domingos, os preços sobem para R$ 42 (inteira) e R$ 21 (meia), mas o crédito continua o mesmo (R$ 15 e R$ 7,50).
Os ingressos já estão à venda.
As entradas do primeiro sábado, dia 5, já acabaram.
Menores de 12 anos, idosos, professores, jovens em visita escolar, profissionais do livro, pessoas com deficiência física e credenciados do Sesc têm entrada franca no evento.
Por meio do Programa de Visitação Escolar, a Bienal espera receber cerca de 120 mil alunos de escolas públicas e privadas.
Alunos e professores da rede municipal receberão vouchers para a compra de livros, mas o valor ainda não está fechado.
Ônibus gratuitos farão o trajeto das estações Portuguesa-Tietê e Palmeiras-Barra Funda do metrô até o Anhembi.