A Irani está bem preparada para enfrentar possíveis impactos do El Niño, disse o comando da companhia nesta sexta-feira (31).
“Temos torres instaladas, não só de monitoramento, mas também que nos avisam com cinco dias de antecedência a questão meteorológica.
Nesse ponto sobre o ‘super’ El Niño, não vemos grande preocupação”, disse Henrique Zugman, diretor dos negócios de papel e florestal da empresa.
Na teleconferência para comentar os resultados do segundo trimestre, o executivo também disse que a companhia trabalha com um microplanejamento florestal rigoroso para garantir o suprimento de madeira.
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“Sobre o ponto estrutural da planta, olhando para Santa Catarina, que é onde espera-se que vá ter mais chuvas, nos últimos anos fizemos investimentos para deixar toda a área fabril muito mais preparada para vendavais e chuva de granizo.
Obviamente, não controlamos a natureza, mas se tivermos algum problema, será algum microproblema operacional algum dia.”
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Sobre o conflito no Oriente Médio, que no início impactou o volume exportado para aquela região devido a cargas que ficaram paradas, ele disse que as rotas foram restabelecidas e o fluxo de exportações voltou ao normal.
“Teve um buraco no primeiro mês, mas nos outros meses já se recuperou e as exportações já estão totalmente normalizadas, embora com custo de frete maior.”
Segundo Odivan Cargnin, presidente da Irani, o trimestre foi marcado pela normalização operacional após as paradas programadas realizadas no início do ano.
“Em maio, solucionamos os problemas técnicos no turbo gerador 4 e, com isso, o impacto negativo no Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] não é recorrente para o futuro.”
No segundo trimestre, o Ebitda foi de R$ 157,1 milhões, baixa de 26,1% em um ano.
Em termos ajustados, ficou em R$ 131,6 milhões, alta de 3,2% sobre o segundo trimestre de 2025.
A respeito das operações de captação e de liquidação antecipada de dívidas anunciada hoje, Cargnin disse que a captação de R$ 750 milhões quer reduzir o custo médio da dívida de CDI + 1,84% para CDI + 1,16% e preparar a liquidez da empresa para o vencimento de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) em agosto de 2027.
“É uma operação que promove o alongamento do prazo médio e a redução de custo, deixando nossa estrutura de capital ainda mais robusta”, afirmou.
A empresa deve conduzir ajustes de preço para recompor as margens diante da recente pressão no custo das aparas, mas enfrenta o desafio de um mercado com elevada oferta de papel e capacidade ociosa.
“Na embalagem flexível, a gente ainda tem um aumento de preço para entrar no terceiro trimestre que vai acontecer”, disse Zugman.
Divulgação/Irani
