Como a Claro se tornou a primeira Nvidia Cloud Partner na América Latina para processamento de dados e IA - QTU Questões do Universo

Como a Claro se tornou a primeira Nvidia Cloud Partner na América Latina para processamento de dados e IA

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No centro de P&D da Claro, analistas como Luiz Xavier focam em inovação em IA e 5G
Rogério Vieira/Valor
Integrante do maior grupo de telecomunicações da América Latina – a América Movil –, a Claro coloca o tema da inovação no topo de sua estratégia corporativa.
Na concepção da empresa, todo investimento realizado tem como objetivo a inovação em infraestrutura, modelos de negócio, ofertas e, sobretudo, na geração de valor para os clientes.

Esse entendimento faz com que a área não conte com um orçamento dedicado.
“Todos os nossos investimentos estão relacionados com inovação, e 100% de nossos colaboradores estão envolvidos com ela.
Se eles não se transformam no dia a dia, a Claro não consegue se transformar”, diz Rodrigo Marques, CEO da Claro.
A empresa fechou 2025 com 89,5 milhões de clientes de telefonia móvel - sendo 58,4 milhões de linhas pós-pagas -, receita de R$ 51,8 bilhões e margem Ebitda de 45,1%.
Também encerrou o ano com liderança no mercado de banda larga, com 19,7% de participação; e no segmento de TV por assinatura, com 46,6%.

A estrutura de inovação inclui o BeON, que atua como um hub de inovação aberta, selecionando projetos e estabelecendo parcerias com startups em diferentes níveis de maturidade, universidades e centros de inovação ao redor do mundo.
Segundo Marques, o BeOn traz o ecossistema de inovação para dentro da companhia.

Uma de suas responsabilidades é utilizar todas as leis de fomento e incentivos à inovação do país para ajudar a empresa a se reinventar.
“Outra função é auxiliar a Claro na solução de problemas internos de inovação, por meio de parcerias com startups.
É um trabalho de cocriação em que a titularidade pode ser da startup, do cliente, da Claro ou dividida entre todos”, afirma Marques.
Rodrigo Marques, CEO da Claro, diz que a IA é o coração da estratégia, mas com foco na força de trabalho
Divulgação
Há cinco anos, a operadora mudou sua estrutura organizacional para inserir mais inovação em seus processos, criando hubs que atuam como empresas autônomas em 11 verticais: E-commerce, E-care, Claro TV+, SVA, Claro Música, MVNO, IOT, Dados e Analytics, Novos Mercados, Claro Pay e Claro Glex.

Com metas de longo prazo, os hubs têm autonomia para desenvolver novos negócios e soluções que possam competir com as OTTs (Over-The-Top, empresas de serviços digitais) de uma forma mais ágil do que a Claro faria isoladamente.
Foi assim que surgiram inovações em modelos de negócio como a NuCel, operadora móvel com rede virtual que conta com 1 milhão de clientes, em parceria com o Nubank.
De olho nas soluções e inovações em que o setor vem trabalhando ao redor do mundo, a empresa vem investindo em reciclagem global junto aos maiores centros de inovação e players mundiais.
Ao fechar uma parceria com a Nvidia e a Oracle, a Claro e se tornou a primeira Nvidia Cloud Partner na América Latina para processamento de dados e IA.
Da parceria, surgiu a oferta do serviço de GPU as a Service, que permite a startups e pequenas empresas criar seus modelos de IA ou acelerar provas de conceito no desenvolvimento de IA.
“A aquisição de GPUs é muito cara.
Com essa oferta, a empresa pode acessar o que há de mais moderno e contratar poucas horas, pagando muito pouco”, diz Marques.
Lançada no Mobile World Congress, em fevereiro, a parceria com a AWS permitiu uma nova oferta de nuvem híbrida, baseada na reengenharia do AWS Outposts, uma infraestrutura física da Amazon que leva a nuvem para dentro do data center do cliente.
Ainda merece destaque o IoTracker, pequeno hardware que localiza dispositivos em qualquer local no mundo, desenvolvido em conjunto com a startup Technopartner.
“Preferimos esse modelo de parceria co que o Corporate Venture Capital, porque consideramos que agrega mais valor para a startup, para a Claro e para nossos clientes.
Não queremos atuar como investidores”, afirma Marques.
A Claro também desenvolveu cinco soluções no âmbito da GSMA Open Gateway, iniciativa global que transforma as redes de telecomunicações em plataformas acessíveis para desenvolvedores e novos negócios, por meio de APIs (Aplication Program Interfaces, interfaces de integração).

Para fortalecer a estratégia da operadora em criar um hub híbrido de TV e streaming, a empresa desenvolveu a oferta Claro tv+, que integra, no mesmo serviço, os seis maiores serviços de streaming – Netflix, Globoplay, HBO Max, Apple TV+, Prime Video e Disney+ – ao lado dos principais canais de TV aberta e por assinatura.
A lado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) ed a Universidade de São Paulo (USP), a Claro criou, em 2025, o Centro de P&D para IA e 5G.
O projeto, que deve durar cinco anos, envolve mais de 100 pesquisadores e receberá investimentos no valor de R$ 40 milhões.

A empresa definiu a IA como o coração de sua estratégia para o futuro, mas com foco na força de trabalho.
“O que faz a Claro ser diferente são as pessoas e a cultura que elas criaram.
Essas pessoas terão sua produtividade impulsionada pela tecnologia de IA, que vai potencializar tudo o que a Claro faz de diferente e inovador.
No final das contas, nosso objetivo é deixar a vida do cliente melhor”, afirma o CEO.