Seu jeito de ser é influenciado pelos genes, mas muito menos do que você imagina. O maior estudo já feito sobre a genética da personalidade, que analisou mais de 1 milhão de pessoas em 46 países, identificou 1.260 variantes genéticas associadas aos traços de personalidade – mas elas explicam menos de 10% das diferenças entre as pessoas.
MC Guimê anuncia transição do funk para o gospel: ‘Sonho grandioso de cantar somente para Deus’ Intérprete de Mau Mau torce por beijo gay de ‘Malipe’ em ‘Quem Ama Cuida’: ‘Tem que rolar’ IBGE: mulheres são maioria entre comerciantes que vendem por e-commerce A pesquisa, publicada na revista Nature nesta semana, mostra que o ambiente, as experiências de vida e as escolhas pessoais são muito mais importantes para moldar quem somos. Pesquisadores de todo o mundo se uniram no “Consórcio ReGPC” para realizar o estudo, que utilizou dados de pessoas com ancestrais europeus e africanos. Com o objetivo de mapear quais variantes genéticas estãos associadas aos “Cinco Grandes” traços de personalidade (extroversão, amabilidade, conscienciosidade, neuroticismo e abertura à experiência) O que o estudo descobriu Os pesquisadores descobriram, basicamente, que variações genéticas comuns representaram uma pequena variação nos “Cinco Grandes” traços, mas, ao mesmo tempo, são mais robustas que traços como origem familiar. Eles também conseguiram relacionar traços genéticos com uma série de fatores de estilo de vida e saúde, como: se uma pessoa é mais suscetível a fumar, contrair COVID-19 ou até participar em estudos como esse. “A personalidade é fundamental para todos os tipos de resultados humanos”, afirma Michel Nivard, epidemiologista genético da Universidade de Bristol, no Reino Unido, que co-liderou o estudo, em entrevista à Nature, onde foi publicado. “Queremos apenas mostrar que o genoma pode ser usado para começar a estudar esses assuntos”, acrescenta. Como estudo foi feito Por muito tempo, os esforços para identificar variantes genéticas reproduzíveis ligadas à personalidade enfrentaram a falta de um sistema de medidas confiáveis em muitas das bases de dados de genomas da população. Assim foi criado o Consórcio de Genômica da Person, (ReGPC), que usou dados de 46 coortes diferentes representando entre 611.000 e 1,14 milhão de pessoas, dependendo da característica. Os pesquisadores encontraram 1260 variantes genéticas associadas a um ou mais dos “Cinco Grande” traços — dos quais 800 não tinham sido identificados anteriormente. No caso da conscienciosidade, o número saltou de 3 para 131 e, para neuroticismo, de 224 para 706. Um ponto interessante foi no estudo de gêmeos, diz Nivard: “Imaginei que algo disso aconteceria, alguns efeitos genéticos indiretos, em que o ambiente inicial, moldado pelos genes dos pais, influencia a personalidade.” “Simplesmente não encontramos esse tipo de correlação entre genes e ambiente”. Isso quer dizer que há poucos indícios de que um ambiente familiar compartilhado estaria por trás das associações genéticas com a personalidade.
Os cientistas calculam que os genes explicam menos de 10% das diferenças entre as pessoas.
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