Como funciona o sistema de saúde para imigrantes? Compare 36 países antes de escolher seu destino - QTU Questões do Universo

Como funciona o sistema de saúde para imigrantes? Compare 36 países antes de escolher seu destino

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Esta reportagem faz parte do Guia Viver pelo Mundo, que reúne informações sobre 36 países como salários, vistos, segurança e custo de vida para quem quer morar fora.
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Ter ou não acesso à saúde pode ser decisivo na escolha de um país para morar.
Nem sempre um sistema público significa atendimento gratuito, e nem sempre o imigrante entra automaticamente na rede logo que chega.
O guia da imigração Viver pelo Mundo classifica os sistemas de saúde de 36 destinos, e a diferença entre eles é grande.
Entenda os principais modelos:
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Público e universal, com acesso amplo
Em um grupo de países, o residente legal passa a ter direito ao sistema público gratuito ou quase gratuito, financiado por impostos.
É o caso de países como Portugal, Espanha, Noruega e Costa Rica, além da Argentina, que garante saúde gratuita a quem tem o documento nacional de identidade, mesmo com residência temporária.
Nesses destinos, a cobertura costuma ser ampla, embora possa haver filas em algumas especialidades e pequenas taxas por consultas ou medicamentos.

Universal, mas pago pelo imigrante
Em outros países, o sistema é público e universal, mas o estrangeiro é obrigado a contribuir para acessá-lo.
No Japão, o residente precisa se inscrever no Seguro Nacional de Saúde, com mensalidade calculada pela renda.
No Reino Unido, paga-se a Immigration Health Surcharge, uma taxa anual cobrada já no visto (cerca de £ 1.035), que libera o acesso ao NHS.
Suécia, Áustria, Croácia, Lituânia, China, Irlanda e Bélgica seguem lógicas parecidas, com coparticipação ou contribuição obrigatória descontada de quem trabalha formalmente.
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Sistemas mistos, com peso do setor privado
Vários países combinam rede pública e privada, e a qualidade e o acesso variam conforme a contribuição.
É o caso de países como Alemanha, França, Holanda, Nova Zelândia, além de diversos na América do Sul.
Nesses destinos, é comum que trabalhadores formais entrem no sistema por contribuição automática, enquanto quem não trabalha precisa se filiar por conta própria ou contratar um plano.
Em alguns, como Paraguai e África do Sul, o setor público é limitado ou sobrecarregado, o que torna o plano privado quase indispensável para o imigrante.
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Predominantemente privado
No extremo oposto estão os países onde a saúde é essencialmente privada e o custo recai sobre o indivíduo.
Os Estados Unidos são o caso mais emblemático: fora dos programas federais Medicare e Medicaid, restritos a idosos e a pessoas de baixa renda, o atendimento é integralmente pago, e sem seguro uma diária de hospital pode custar milhares de dólares.
Na Suíça, o seguro privado é obrigatório para todos os residentes, com mensalidades que pesam no orçamento.
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Em muitos desses países, o acesso à rede pública só é liberado após a regularização migratória.
Por isso, é comum que estudantes e recém-chegados precisem de um seguro internacional para cobrir o período inicial, antes de entrar no sistema local.
No Equador, inclusive, manter um seguro de saúde é condição obrigatória para conservar o status de residente.
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Apuração de Leonardo Marchetti