Comprar ou assinar: qual é a melhor opção para seu próximo smartphone - QTU Questões do Universo

Comprar ou assinar: qual é a melhor opção para seu próximo smartphone

Fonte: Bandeira da fonte

A próxima disputa da indústria de smartphones pode não estar nos recursos ou no design dos aparelhos, mas na forma como os consumidores têm acesso a eles.
Com os dispositivos mais caros e o ritmo de renovação mais lento, fabricantes como Apple e Samsung começam a apostar em aluguel, assinaturas e programas de recompra.
Nos Estados Unidos, a Apple lançou o Apple Upgrade em parceria com a empresa de pagamentos Klarna.
O programa permite alugar iPhones por períodos de 12 ou 24 meses, com mensalidades a partir de US$ 17,99 (R$ 91).
Macs, iPads e Apple Watches também estão disponíveis no serviço.
Ao fim do contrato, o cliente pode devolver o aparelho, trocá-lo por uma versão mais recente ou pagar a diferença para adquiri-lo definitivamente.
Caso escolha apenas devolvê-lo ou iniciar outro aluguel, o dispositivo continua pertencendo à empresa.
A Samsung oferece uma proposta semelhante com o Galaxy Forever na Índia.
O programa combina financiamento e valor de recompra garantido para facilitar a troca periódica dos celulares mais avançados da marca.
No Brasil, as fabricantes ainda não oferecem diretamente esse tipo de serviço, mas bancos e empresas parceiras já disponibilizam aparelhos por assinatura.
A iPlace, por exemplo, oferece o iPhone 17 Pro Max de 256 GB em um plano de 21 meses, com mensalidades de R$ 349.

O Itaú também disponibiliza produtos da Apple em contratos de 21 meses, durante os quais o cliente paga o equivalente a 70% do valor do aparelho.
Ao fim do período, é possível trocá-lo por um modelo mais recente, devolvê-lo ou pagar o saldo restante para ficar com o dispositivo.
O Banco do Brasil, por sua vez, mantém uma parceria com a Leapfone para oferecer aparelhos da Apple, Samsung e Xiaomi por assinatura.
As iniciativas surgem em um momento no qual os consumidores permanecem mais tempo com o mesmo aparelho, segundo o TechCrunch.
A Counterpoint Research estima que o ciclo médio global de substituição de smartphones chegará a quatro anos em 2026, ante três anos e meio em 2025.
Nos Estados Unidos, proprietários de modelos premium já ficam, em média, 42 meses com o dispositivo, segundo a IDC.
iPhone 17 em loja da Apple
Getty Images
Lentidão para troca de aparelhos
Entre os motivos estão a elevação dos preços, o encarecimento de componentes como os chips de memória e as melhorias mais graduais entre uma geração e outra.
Como os aparelhos antigos continuam funcionando bem por mais tempo, muitos consumidores não encontram razões suficientes para substituí-los anualmente;
Para as fabricantes, os programas de assinatura podem encurtar esse intervalo e tornar as receitas mais previsíveis.
O modelo também abastece o mercado de aparelhos usados e recondicionados: os celulares devolvidos podem ser revisados e comercializados novamente, prolongando sua vida útil.
Para o consumidor, a principal vantagem é o desembolso inicial menor e a possibilidade de usar modelos recentes sem pagar o valor integral de uma só vez.
Por outro lado, a mensalidade não garante a propriedade do aparelho.
Também podem existir cobranças por devolução antecipada ou por danos, além de um pagamento adicional para ficar com o dispositivo.
A comparação entre compra e assinatura depende, portanto, dos hábitos de cada usuário.
Quem troca de celular frequentemente pode encontrar mais previsibilidade no aluguel.
Já quem utiliza o mesmo aparelho durante vários anos tende a obter maior vantagem financeira ao comprá-lo e conservar seu valor de revenda.
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