Dos apenas 99 Pagani Utopia produzidos para clientes em todo o mundo, um exemplar ainda mais exclusivo encontrou destino no Brasil.
O hipercarro avaliado em cerca de R$ 60 milhões não integra a série comercial da fabricante italiana: trata-se de um dos oito protótipos construídos durante o desenvolvimento do modelo, o que o torna mais raro do que qualquer uma das unidades colocadas à venda.
Caso Epstein: Herança de mais de meio bilhão de reais de financista criminoso sexual pode ir para namorada; entenda
Fim da fila? Avião do futuro promete acabar com espera para o banheiro durante voos; entenda
A chegada do veículo colocou o país em um seleto grupo de mercados que possuem um Utopia, terceiro automóvel lançado pela Pagani em mais de 25 anos de história, sucedendo os consagrados Zonda e Huayra.
O modelo começou a ser desenvolvido em 2018 e levou cerca de seis anos até chegar às mãos dos primeiros clientes, período em que a fabricante italiana construiu protótipos para testes estruturais, aerodinâmicos e mecânicos.
O carro que veio para o Brasil é identificado pela inscrição "Utopia R&D", sigla para Research and Development (Pesquisa e Desenvolvimento).
Esses veículos foram utilizados pela engenharia da Pagani para validar o projeto antes do início da produção em série.
Depois dos testes, alguns acabaram preservados e vendidos a colecionadores, tornando-se peças praticamente únicas no mercado de hipercarros.
Apesar da exclusividade, a Pagani resistiu a seguir a tendência de eletrificação adotada por boa parte da indústria.
O Utopia mantém um motor V12 6.0 biturbo desenvolvido exclusivamente pela Mercedes-AMG para a marca italiana.
São 864 cavalos de potência e 112,2 kgfm de torque enviados às rodas traseiras.
Outro detalhe chama atenção em um segmento dominado por transmissões automatizadas: o Utopia pode ser equipado com um câmbio manual de sete marchas.
Horacio Pagani defendia que o sucessor do Huayra preservasse uma condução mais analógica, aproximando motorista e máquina em uma época marcada pela eletrônica embarcada e pelos sistemas híbridos.
A filosofia também aparece no interior.
Em vez de grandes telas digitais, o painel reúne instrumentos analógicos, comandos metálicos usinados e o mecanismo do câmbio completamente exposto.
O volante nasce de um bloco maciço de alumínio, enquanto os pedais são produzidos a partir de uma única peça, seguindo o padrão artesanal que transformou a Pagani em referência entre fabricantes de hipercarros.
A engenharia foi outro foco do projeto.
O chassi utiliza uma combinação de fibra de carbono e titânio, aumentando a rigidez estrutural sem elevar significativamente o peso do conjunto.
Na traseira, um escapamento quádruplo de titânio com revestimento cerâmico pesa menos de seis quilos, enquanto a carroceria foi desenhada para gerar carga aerodinâmica sem recorrer às grandes asas traseiras que se tornaram comuns entre esportivos extremos.
Embora a identidade do proprietário permaneça em sigilo, reportagens publicadas por veículos especializados apontam que o Utopia pertence a um colecionador brasileiro conhecido apenas como "Júnior", dono de uma das maiores coleções de hipercarros do país e que costuma aparecer em eventos usando capacete para preservar o anonimato.
Conheça o Pagani Utopia, hipercarro de R$ 60 milhões que tem apenas 99 unidades no mundo e um exemplar raríssimo no Brasil; veja fotos
Fonte:
