A dinâmica do fenômeno climático El Niño, de aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, impactará a estratégia comercial da Copel, afirmou o presidente da empresa, Daniel Slaviero.
Segundo ele, a empresa estará pronta para capturar eventuais picos nos preços horários da energia (PLD horário) e converter esses ganhos em margens operacionais, afirmou.
Em participação em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, Slaviero afirmou que o El Niño tende a elevar chuvas no Sul do país, o que pode causar aumento nas vazões dos rios nos quais estão localizadas as hidrelétricas da empresa.
Ao mesmo tempo no Sudeste e Centro-Oeste, as temperaturas tendem a subir, com consequente aumento do consumo de energia elétrica.
Slaviero afirmou que a empresa está protegida contra as variações de preços, evitando exposições a eventuais altas no PLD (“short”).
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“Em nossa visão, [o El Niño] terá oscilação pontual, sem mudar nosso balanço nem perspectivas de preços.
Não afetará a contratação de curto prazo”, afirmou.
Slaviero disse também que os resultados da Copel no segundo trimestre refletiram o modelo de negócios da companhia.
Um dos destaques da companhia, disse, foi a revisão tarifária da Copel Distribuição, que atribuiu à concessionária uma base de ativos da ordem de R$ 20 bilhões, mais do que o dobro do verificado em 2021, no início do ciclo tarifário anterior.
“Manteremos a mesma disciplina na alocação de capital e busca de eficiência.
Estamos, no próximo ciclo tarifário, em busca de uma empresa mais forte e resiliente”, disse Slaviero.
Daniel Slaviero, CEO da Copel
Divulgação/Daniel Slaviero
