Cresce o número de idosos que usam a internet para operações bancárias; veja cuidados - QTU Questões do Universo

Cresce o número de idosos que usam a internet para operações bancárias; veja cuidados

Fonte: Bandeira da fonte

O uso da internet por pessoas com 60 anos ou mais vem crescendo no Brasil e também tem ampliado o acesso aos serviços bancários digitais.
Em 2025, 74,5% dos idosos acessavam a internet, alta de 4,4% em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os principais usos estão os serviços financeiros: 74,2% dos usuários nessa faixa etária acessavam bancos ou outras instituições financeiras pela internet.

Por meio dos canais digitais, é possível pagar contas, consultar saldos, fazer transferências, acompanhar investimentos e realizar outras operações sem precisar ir até uma agência.

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Apesar do avanço, a falta de familiaridade com a tecnologia ainda é uma das principais barreiras para parte desse público.
Segundo o IBGE, 66,5% dos idosos que não utilizam a internet apontam não saber usar a ferramenta como um dos motivos.

Para ampliar o uso dos serviços digitais com segurança, instituições financeiras têm adotado recursos como autenticação em múltiplos fatores, monitoramento de transações e identificação de comportamentos suspeitos para prevenir fraudes.
“Além da tecnologia, acreditamos que a segurança também passa pela informação e pelo relacionamento próximo com os associados.
Por isso, investimos continuamente em ações de educação financeira e digital, com orientações sobre prevenção a golpes, cuidados no compartilhamento de dados e uso seguro dos canais digitais”, explica Renata Bomtempo, consultora de Meios de Pagamentos do Sicredi.

Cuidados para evitar golpes

Para quem está começando a utilizar o celular para realizar operações financeiras, uma das principais recomendações é acessar somente os canais oficiais da instituição.
Os aplicativos devem ser baixados pelas lojas oficiais dos sistemas operacionais, enquanto o internet banking deve ser acessado pelo endereço oficial do banco ou cooperativa.

Links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais devem ser evitados.
Também é importante manter senhas em sigilo e nunca compartilhar tokens, códigos de segurança ou informações pessoais.

Caso alguém entre em contato solicitando esses dados, a orientação é interromper a comunicação e procurar diretamente a instituição financeira pelos canais oficiais.
Manter o celular e os aplicativos atualizados também contribui para aumentar a segurança.

Em caso de dúvida sobre uma operação ou mensagem recebida, o usuário deve buscar orientação diretamente com a instituição financeira.
Segundo Renata, a combinação entre atendimento digital e presencial pode ajudar quem ainda está se adaptando às novas ferramentas.
“No Sicredi, outro diferencial é a combinação entre os canais digitais e o atendimento humano.
Os associados contam com o apoio das cooperativas e equipes de atendimento para esclarecer dúvidas e ganhar confiança no uso das ferramentas digitais”, afirma.

Apoio da família

Filhos, netos e outros familiares também podem contribuir para o processo de inclusão digital, principalmente nos primeiros contatos com os aplicativos bancários.
“O apoio da família pode ser muito importante no processo de adaptação ao ambiente digital, auxiliando na configuração inicial dos aplicativos, orientando sobre boas práticas de segurança e incentivando o uso das funcionalidades”, destaca a consultora.

Os canais digitais não substituem necessariamente o atendimento presencial, mas ampliam as opções para acessar serviços financeiros.
Com orientação e cuidados básicos de segurança, a tecnologia pode facilitar a rotina bancária de pessoas com 60 anos ou mais, oferecendo mais comodidade e autonomia.
“A ampliação da conectividade entre pessoas com mais de 60 anos representa uma oportunidade importante de inclusão financeira.
Os canais digitais do Sicredi permitem que o associado realize consultas, pagamentos, transferências e diversas outras operações com mais comodidade, autonomia e agilidade, sem a necessidade de deslocamentos frequentes até a agência”, conclui Renata Bomtempo.

*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia