Cultura organizacional ganha espaço próprio no CONARH 2026 com empresa especializada exclusivamente no tema - QTU Questões do Universo

Cultura organizacional ganha espaço próprio no CONARH 2026 com empresa especializada exclusivamente no tema

Fonte: Bandeira da fonte

Em meio a uma programação marcada por temas como inteligência artificial, recrutamento, benefícios, liderança e transformação do trabalho, a cultura organizacional também ganhou espaço próprio no CONARH 2026.
A Taigéta participa do evento como a única empresa especializada exclusivamente no tema e leva ao público uma abordagem que busca transformar cultura em um elemento mensurável da gestão.
Ao longo do evento, a empresa apresenta discussões que conectam cultura a decisões estratégicas, desempenho das lideranças, engajamento e riscos psicossociais, mostrando como comportamentos internos podem produzir impactos concretos sobre os resultados das organizações.
Para Louis Burlamaqui, criador da metodologia CFR® e especialista em cultura organizacional da Taigéta, um dos principais desafios das empresas ainda está em sair do discurso abstrato sobre valores e passar a identificar quais comportamentos realmente sustentam ou prejudicam a estratégia.
"Cultura ainda é tratada muitas vezes como percepção, clima ou conjunto de valores.
Mas ela aparece de forma muito concreta na maneira como as pessoas tomam decisões, lideram equipes, respondem à pressão e executam a estratégia.
Quando conseguimos medir esses padrões, a conversa muda de nível", afirma Burlamaqui.
Em uma das apresentações realizadas no CONARH, o especialista discute a relação entre estratégia e cultura e defende que diferentes formas de competir exigem comportamentos diferentes.
Na prática, uma cultura considerada positiva pode não ser adequada ao modelo de negócio escolhido pela companhia.
Outra frente apresentada pela Taigéta aborda lideranças que entregam resultado, mas geram impactos negativos sobre as equipes.
A proposta é mostrar que indicadores como rotatividade, absenteísmo, denúncias e rejeição a transferências podem ajudar a revelar custos culturais que normalmente não entram na avaliação de desempenho dos gestores.
A programação também inclui discussões sobre burnout e riscos psicossociais, com foco em sinais organizacionais que podem aparecer antes da queda de desempenho, além de uma análise sobre pesquisas de engajamento e a necessidade de separar instrumentos de monitoramento de ferramentas capazes de investigar as causas dos problemas.
Para Burlamaqui, o espaço ocupado pelo tema no evento reflete uma mudança importante na forma como as empresas começam a olhar para cultura organizacional.
"Durante muito tempo, cultura ficou restrita a iniciativas de RH.
Hoje ela está cada vez mais relacionada a estratégia, risco, liderança e resultado.
O desafio é fazer com que esse tema deixe de depender apenas de percepção e passe a ser tratado com evidências", conclui.