Candidato à Presidência pelo Avante, o escritor e empresário Augusto Cury defendeu um aumento real do salário mínimo de 1% ao ano, durante entrevista à TV Globo neste sábado (29).
O objetivo, segundo Cury, é que o país desenvolva uma “classe média pujante”.
Hoje, já existe uma regra que prevê aumento real do mínimo.
Segundo a fórmula, o aumento deve ser equivalente à inflação somada à variação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada dois anos antes.
A proposta do candidato, portanto, poderia representar uma alta menor do que a possível no modelo atual, dependendo desses parâmetros.
Durante conversa com os jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos, Cury disse que pretende cortar entre oito e dez ministérios.
No entanto, defendeu a criação de uma secretaria ou ministério de inteligência artificial e da robótica.
O órgão seria necessário para “neutralizar a perda do bônus demográfico” e evitar que o Brasil “seja atropelado” e gere “milhões de desempregos”.
Cury também defendeu a criação de um ministério da segurança pública.
Dívida pública
O candidato afirmou que a dívida pública está “ em níveis estratosféricos” e que é preciso fazer um ajuste de gastos com medidas como corte de cerca de 50 mil cargos comissionados, revisão de contratos, combate à corrupção e ajuste no Bolsa Família.
Ele defendeu, no entanto, a manutenção do arcabouço fiscal.
Bets
Sob a ótica da arrecadação, o ajuste deveria ser feito, na opinião de Cury, com aumento da taxação das bets para patamar acima de 50% - hoje elas são taxadas em 12%.
Além disso, ele demonstrou preocupação com os impactos da criação do CBS para micro e pequenas empresas.
