Defesa Civil de Gaza recupera restos mortais de 112 palestinos, incluindo 40 crianças - QTU Questões do Universo

Defesa Civil de Gaza recupera restos mortais de 112 palestinos, incluindo 40 crianças

Fonte: Bandeira da fonte

A Defesa Civil de Gaza informa que recuperou, nas últimas 136 horas, os restos mortais de 112 pessoas sob os escombros de várias moradias no bairro al-Sabra, na Cidade de Gaza.
Desse total, 40 são de crianças, 38, de mulheres e sete, de pessoas com deficiência (PCDs).
Outros 157 corpos seguem desaparecidos.
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De acordo com o porta-voz da Defesa, as buscas foram feitas nos escombros das casas de duas famílias, identificadas como Abu Sharia e al-Hasayna.
A informação também foi publicada pelo presidente da organização sem fins lucrativos Monitor de Direitos Huamanos Euro-Mediterrâneo, Ramy Abdu|.

Mais cedo, ataques aéreos israelenses atingiram o enclave palestino matando ao menos duas pessoas e ferindo outras dez, segundo socorristas ouvidos pela rede catari al-Jazeera.
Além das mortes, os ataques também causaram graves danos a alguns depósitos de material médico do hospital al-Aqsa, informaram o Ministério da Saúde de Gaza e as autoridades locais.

O Exército israelense, por sua vez, disse ter "desmantelado cinco depósitos de armas do Hamas na Faixa de Gaza" durante a noite de sexta-feira.
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Na Cidade de Gaza, onde a Defesa Civil de Gaza informou ter resgatado mais de 100 corpos, uma pessoa morreu e várias ficaram feridas, segundo o hospital al-Shifa, que atendeu às vítimas.
O Exército israelense, contatado pela AFP, referiu-se a um ataque dirigido contra "um terrorista do Hamas" na região.
Em Deir al-Balah, no centro do território palestino, outro ataque causou a morte de uma pessoa, segundo o hospital al-Aqsa, que recebeu o corpo.
Também neste caso, o Israel alegou ter atacado um membro do Hamas.
Pelo menos 1.222 palestinos morreram em Gaza desde outubro, quando entrou em vigor um cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
As agressões ocorreram poucos dias após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um acordo para desarmar o Hamas, posteriormente divulgado também pelo grupo extremista.
Israel, porém, ainda não confirmou oficialmente.
O acordo prevê a cessação das operações militares e uma retirada gradual do Exército israelense em troca do desarmamento do movimento islâmico.