A goleada por 4 a 0 sofrida para a Ferroviária, na 17ª rodada da Série C, aumentou a pressão sobre a defesa bicolor.
Após alguns insucessos em campo, parte da torcida voltou a pedir o retorno do zagueiro Castro, que permanece afastado do elenco e treinando separadamente por questões disciplinares.
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Os números dos últimos cinco jogos com e sem o defensor mostram que a defesa bicolor, de fato, sofreu mais gols desde o afastamento.
A diferença, porém, é pequena e não permite atribuir responsabilidade direta ao jogador.
Nos cinco compromissos mais recentes sem o zagueiro, o Paysandu sofreu 10 gols, média de dois por partida.
A sequência começou com a derrota por 1 a 0 para o Ypiranga, passou pelas vitórias sobre Guarani, por 3 a 2, e Confiança, por 2 a 1, teve a derrota por 2 a 1 para o Amazonas e terminou com a goleada por 4 a 0 para a Ferroviária.
O recorte anterior, com Castro, apresenta números um pouco melhores.
Nos últimos cinco jogos em que o defensor esteve em campo, o Papão sofreu oito gols, média de 1,6 por partida.
Foram derrotas para Santa Cruz, por 3 a 1, e Anápolis, também por 3 a 1, além das vitórias sobre Maranhão, por 1 a 0, Inter de Limeira, por 2 a 1, e Anápolis, por 4 a 0.
Na prática, a defesa sofreu 0,4 gol a mais por partida sem Castro.
A diferença existe, mas é pequena diante da amostra de apenas cinco jogos.
O próprio recorte com o zagueiro mostra que os problemas defensivos já estavam presentes: o Paysandu sofreu três gols em duas das cinco partidas analisadas.
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Caso continua em aberto
Em maio, Castro foi suspenso pelo Paysandu por má conduta e desfalcou a equipe contra o Botafogo-PB, pela quinta rodada da Série C.
Em julho, o zagueiro voltou a ser afastado por questões disciplinares e passou a treinar separado do restante do elenco.
O futuro do jogador ainda não está definido, já que o presidente Márcio Tuma não descartou uma possível reintegração.
“Se ele vai ser reintegrado ou não, só o futuro que vai nos dizer.
Isso depende muito da conduta do atleta e da comissão técnica.
Tudo é muito dinâmico e a gente não pode dizer ‘nunca’ dentro do futebol”, afirmou.
