O queijo de leite de cabra Aventureiro nasceu de uma crítica feita em um grupo de WhatsApp.
Em 2024, um participante afirmou que os paraibanos não sabiam produzir queijo de leite de cabra e eram apenas "aventureiros".
A provocação levou Renato da Silva Brito, do Capril Encanto da Macambira, em São João do Cariri (PB), a criar o produto e adotar o termo como nome do queijo.
Em 2026, o Aventureiro conquistou medalha de ouro na ExpoQueijo Brasil, em Araxá (MG), e medalha de prata no Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo.
O mofo azul já era utilizado em outro queijo produzido por Brito, mas a criação do Aventureiro deu origem a um novo produto.
Segundo o produtor, o processo de fabricação segue o método tradicional.
Após dois ou três dias, o queijo é envolvido em papel alumínio e permanece maturando por cerca de 25 a 30 dias.
Nesse período, o mofo azul se desenvolve naturalmente, sem a adição de culturas de Penicillium (fungos de armazenamento).
As peças têm cerca de 250 gramas e são vendidas por R$ 50, o equivalente a R$ 200 o quilo.
Todo o leite utilizado na fabricação é produzido na própria propriedade.
Brito acompanha todas as etapas, desde a alimentação das cabras até a fabricação dos queijos e a venda direta ao consumidor.
Para produzir um quilo do produto, são necessários entre oito e dez litros de leite, dependendo das características da matéria-prima.
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Além do Aventureiro, o Capril Encanto da Macambira já recebeu premiações com os queijos Boursin, Tipo Reino, Café e Macambira.
"Não há como descrever a sensação de receber uma premiação.
É o reconhecimento do nosso trabalho.
Só quem está no dia a dia conhece os desafios", ressalta o produtor.
