Dia do estagiário: você sabe qual o valor da bolsa-auxílio no Brasil? - QTU Questões do Universo

Dia do estagiário: você sabe qual o valor da bolsa-auxílio no Brasil?

Fonte: Bandeira da fonte

O dia do estagiário é comemorado dia 18 de agosto — em 2026, nesta terça-feira.
Fase importante da trajetória profissional, o estágio possibilita que o estudante, ou recém-formado, possa ganhar experiência e confiança na área.
Também é importante pilar na empresa, já que as ideias do estagiário ajudam a oxigenar o ambiente de trabalho.
Ainda assim, essa mão de obra nem sempre é valorizada: a bolsa-auxílio apresentou queda de 3,13% em um ano, na região Sudeste.
De R$ 2.074,05 em 2025, caiu para R$ 2.009,09 em 2026.
Os dados constam na 12ª edição do Guia Bolsa-Auxílio de Estágio 2026, elaborada pela Companhia de Estágios.
A pesquisa considerou exclusivamente a base de dados interna da consultoria.
Foram avaliadas vagas abertas e geridas, oferecidas por empresas de pequeno a grande porte no país, durante o período de maio de 2025 e maio de 2026.

Apesar da queda de quase R$ 65, a Região Sudeste segue tendo a média da bolsa mais alta do país.
Porém, são os estagiários nortistas que podem comemorar: o Guia registrou um salto de 14,6% na bolsa-auxílio na região.
O valor saltou de R$1.461,53 para R$ 1.674,80.
Com a valorização, a região passou a frente do Sul, Nordeste e Centro-Oeste, chegando ao segundo lugar, atrás apenas do Sudeste.
Aumento tímido no Sul
O Sul, assim como o Norte, também registrou um aumento no valor, mas tímido, de apenas 2,38%.
A quantia saiu de R$ 1.599,69 em 2025 e foi para R$ 1.637,83 neste ano.

Na contramão, o Nordeste teve uma queda de 1,91%, com a bolsa-auxílio caindo de R$ 1.592,88 em 2025 para R$ 1.562,51 em 2026.
O Centro-Oeste também registrou uma redução no auxílio, de 2,13%: a bolsa saiu de R$ 1.544,63 no ano anterior para R$ 1.511,69 em 2026.
A bolsa-auxílio é concedida ao estagiário quando o estágio não é obrigatório, conforme prevê a Lei 11.788/2008.
Vale mencionar, porém, que o texto não determina um piso para esse pagamento, o que faz com que os valores flutuem a depender da oferta, demanda, região e curso.

Qual curso tem o estágio mais bem pago?
O Guia Bolsa-Auxílio mostra que os setores Financeiro (R$ 3.055,62) e o de Bancos de Investimentos (R$ 2.889,10) seguem pagando as maiores bolsas.
As áreas são seguidas por:
Tecnologia — R$ 2.746,49
Indústria Farmacêutica — R$ 1.648,65
Moda — R$ 1.600
Óleo e Gás — R$ 1.577,27
Em relação a quem apresentou o maior aumento ao longo da formação, o estudo aponta a área de Enfermagem.
Os estudantes entre o terceiro e o quinto ano da graduação tiveram um aumento de quase 47% na sua remuneração média, indo de R$ 1.650,95 nos dois anos iniciais para R$ 2.423,69.
Já em relação a 2025, o valor da bolsa saiu de R$ 1.602 para R$ 2.416,43.
Quando analisado quem tem as maiores médias nos períodos finais dos cursos, a pesquisa aponta o seguinte ranking:
Enfermagem — R$ 2.423,69
Secretariado Executivo — R$ 2.417,80
Economia — R$ 2.403,03
Ciência da Computação — R$ 2.313,53
Webdesign — R$ 2.310,00
Na lanterna, estão os cursos de jornalismo, com R$ 1.634,69; letras, com R$ 1.358,52; e educação física, com R$ 1.197,30.
Esses cursos registraram as médias mais baixas entre as graduações analisadas.
E nos cursos técnicos?
A pesquisa afirma que as bolsas de cursos técnicos mais valorizadas são de:
Informática — R$ 1.710,81
Agronegócio — R$ 1.600
Secretariado — R$ 1.600
Eletroeletrônica — R$ 1.528,44
Mecatrônica — R$ 1.497,75
Já os que apresentam as menores médias de bolsa-auxílio são de contabilidade, com R$ 1 mil; edificações, com R$ 987,56; e nutrição, com R$ 950.

Além da bolsa-auxílio
Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios, pontua, porém, que o valor da bolsa paga aos estagiários está longe de ser o aspecto que mais pesa na hora da escolha por uma vaga:
— Hoje, o pacote de benefícios oferecido à parte é um fator decisivo para o estudante escolher onde vai trabalhar.
Benefícios voltados para a qualidade de vida, como assistência médica e convênios com academias, também pesam muito na balança.
Além disso, pesam na escolha o modelo de trabalho, sendo o híbrido o mais valorizado e também a flexibilidade de horário.
O especialista afirma que a geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) também busca "empresas que investem de verdade no seu desenvolvimento".
— Eles buscam atrativos como programas de mentoria, treinamentos internos e auxílio para cursos de idiomas — conclui.