Diário da Corte 2026 - QTU Questões do Universo

Diário da Corte 2026

Fonte: Bandeira da fonte

No começo da década de 1990 não havia muito como se informar sobre o mundo.
Nos contentávamos com o que havia: jornais impressos e os quatro canais de televisão.
Talvez por isso, eu ficasse fascinado com aquela página publicada às quintas-feiras, nesse mesmo caderno, chamada “Diário da Corte”, assinada por Paulo Francis, morto há quase 30 anos.
No mesmo espaço, se falava de Colin Powell e Jessye Norman, P.J Clarke’s e Gay Talese, Monica Lewinski e Philip Roth, Madonna e Edward Albee, muita informação para um aspirante a estudante de Jornalismo.
Num mundo pré-GloboNews, as entradas de Francis no Jornal da Globo com o bordão “Aqui em Nooova Yooork...”, com as sílabas esticadas, pareciam notícias numa garrafa lançada ao mar do outro lado do planeta.
Quando o “Manhattan Connection” estreou na TV, era como se o Brasil tivesse se conectado ao wi-fi.
Semanalmente, Lucas Mendes, Nelson Motta, Caio Blinder e Francis traziam o que havia de mais relevante em política internacional, economia e cultura, da erudita à pop.
Goste ou desgoste, concorde ou discorde, era impossível passar batido pelas opiniões polêmicas de Paulo Francis.
Nas últimas semanas em Nova York, com todas as notícias do Brasil a um clique de distância, lembrei dele e da sua coluna.
Daqui, mando as notícias na garrafa.
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