Diretora diz ter desistido de usar IA para recriar Marilyn Monroe em curta sobre a atriz: 'Basicamente não funcionou'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A atriz e diretora Maggie Gyllenhaal abandonou o uso de inteligência artificial generativa em vídeo durante a produção de “Flesh Impact”, curta de 17 minutos sobre Marilyn Monroe. Segundo ela, a tecnologia foi testada para recriar a atriz, mas o resultado ficou aquém do obtido com Dakota Johnson.

Tom Holland vai 'se aposentar' do Homem-Aranha? Ator sinaliza possível despedida de personagem após novo filme; entenda Tela Brasil: Plataforma de streaming gratuita reúne mais de 500 filmes nacionais; entenda como funciona — E basicamente não funcionou — afirmou nesta sexta-feira, durante uma conversa sobre inteligência artificial no Festival de Cinema de Veneza. Marilyn Monroe no filme 'Quanto mais quente melhor' Reprodução Gyllenhaal preside o júri da edição deste ano do festival e também apresenta o curta, no qual Dakota Johnson interpreta Marilyn Monroe no auge da carreira. Ellen Burstyn vive a atriz mais velha, em uma versão imaginada de como ela poderia ter sido caso não tivesse morrido em 1962. — As pessoas que encomendaram este projeto me pediram para usar IA — disse Gyllenhaal. A diretora contou que a equipe utilizou uma ferramenta de IA licenciada, treinada com filmes de Marilyn Monroe para os quais tinha os direitos. Curiosa com a possibilidade, ela decidiu testar o recurso. — Eles usavam uma IA licenciada, treinando-a com filmes de Marilyn Monroe dos quais tínhamos os direitos. E eu embarquei na ideia. Pensei: 'Tudo bem, estou curiosa. Vamos ver' — contou a autora de “A Noiva!” e “A Filha Perdida”. O experimento, porém, não convenceu. Depois de trabalhar por um período com a tecnologia, Gyllenhaal decidiu retirar as imagens geradas por IA do projeto. — Trabalhamos muito nisso e, no fim, descartei porque o que saía com Dakota interpretando Marilyn Monroe era muito mais comovente, humano, vivo — acrescentou. Galerias Relacionadas IA em Hollywood A experiência relatada por Gyllenhaal expõe uma das limitações atuais da inteligência artificial generativa aplicada ao vídeo. Ao mesmo tempo em que a tecnologia avança e passa a ser incorporada por produções audiovisuais, seu impacto sobre o trabalho na indústria cinematográfica tem provocado preocupação entre profissionais do setor. Em “Flesh Impact”, a opção final da diretora foi manter a interpretação de uma atriz para representar Monroe, em vez de utilizar a recriação produzida pela inteligência artificial.

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