Após mais de um ano de disputa no alto comando do Azzas 2154, foi selado o divórcio entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy.
A companhia será dividida em três operações, como adiantou O GLOBO.
Birman leva Arezzo&Co, Carol Bassi e o ZZMall, além da Hering, que originalmente integrava o portfólio do Soma.
Já Jatahy terá sob seu chapéu vestuário feminino e masculino premium - levando Reserva e Foxton, mas abrindo mão da Farm, que será colocada em uma sociedade específica na qual as duas empresas terão participação.
A Arezzo&Co vai deter 57,4% desse novo negócio, enquanto o Soma terá 42,6%.
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Arezzo&Co e Soma serão companhias separadas com ações listadas em Bolsa.
Enquanto a Farm Rio terá gestão específica, preservando autonomia, mas com a participação das duas outras empresas em seu desenvolvimento.
Arezzo&Co e Soma anunciaram sua fusão em fevereiro de 2024, dando origem a uma gigante de moda com 34 marcas e, quando a operação foi concluída em agosto daquele ano, a empresa era avaliada em R$ 10 bilhões.
Na manhã desta quarta-feira, as ações do grupo Azzas 2154 estão sem negociação porque estão em leilão — prática comum no mercado quando há anúncios de fato relevante.
E a empresa vale R$ 3,112 bilhões na Bolsa.
Após a fusão em 2024, a Arezzo ficou com 54% do novo negócio; o Soma, com 46%.
Na prática, a promessa de um casamento farto em ganhos com sinergia e vendas não se cumpriu.
E a principal explicação para isso, avaliaram fontes próximas ao grupo, reside em diferenças irreconciliáveis entre Birman e Jatahy.
A gota d’água veio em abril deste ano.
Ruy Kameyama, CEO de Moda e Lifestyle, pediu para deixar o cargo.
Ele funcionava como um mediador entre Birman e Jatahy.
Após a saída de Kameyama, Jatahy foi à Justiça contra Birman por avaliar que o sócio estaria interferindo em áreas sob a sua gestão.
