O câmbio doméstico acompanha o viés de baixa do dólar no exterior na manhã desta quarta-feira e, assim, o real volta a se valorizar e corrige parte dos excessos da sessão anterior.
Dados abaixo do esperado do mercado de trabalho dos Estados Unidos ajudam a fortificar o movimento de valorização do real, assim como um alívio no prêmio de risco eleitoral, após novas pesquisas de intenção de voto divulgadas antes da abertura dos negócios.
Por volta de 9h30 (de Brasília), o dólar era negociado a R$ 5,1189 no mercado à vista, em queda de 0,24%.
Já o dólar futuro para setembro recuava 0,14%, cotado a R$ 5,1505.
O mercado já esperava por algum alívio na cotação do dólar.
Ontem, a sessão foi bastante negativa no câmbio e nos juros futuros diante de rumores — que, depois, se confirmaram — de uma escalada nas tensões diplomáticas entre EUA e Brasil.
Sem o uso da Lei Magnitsky, que era um temor de parte dos agentes, e com uma ligeira redução no “gap” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno na pesquisa Genial/Quaest, o mercado exibe algum alívio na sessão e o real se destaca.
Além disso, os números mais fracos de criação de empregos no setor privado americano em julho, divulgados pela ADP, fizeram o dólar perder ainda mais fôlego.
No horário acima, o dólar só exibia queda mais intensa em alguns poucos mercados emergentes: contra a rupia indonésia (-0,56%) e contra o won sul-coreano (-0,37%).
