O dólar opera em alta no exterior, impulsionado pelos fluxos de fim de mês e diante do nível alto dos juros dos Treasuries, recuperando parte das perdas após a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter juros inalterados e das suspeitas de intervenção cambial do Japão, que impulsionaram o iene na véspera.
Ainda assim, a moeda permanece próxima do menor nível em mais de um mês.
Por volta das 9h30, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – avançava 0,48% a 100,34 pontos.
Nesse contexto, o euro caía 0,32% a US$ 1,14866; a libra cedia 0,31% a US$ 1,34185; e o dólar subia 0,11% contra a moeda japonesa, negociado a 160,35 ienes.
As taxas de Treasuries têm se mantido em níveis elevados, especialmente na ponta longa da curva, à medida que a decisão do Fed de manter os juros inalterados e declarações do presidente Kevin Warsh reforçaram dúvidas sobre o compromisso do banco central americano com o controle da inflação.
Além disso, o iene japonês valorizou-se em até 3,3% em relação ao dólar nas negociações de quinta-feira em Nova York, registrando seu maior ganho intradiário desde dezembro de 2023, mas a moeda devolveu mais da metade desses ganhos, diz o Berenberg.
Após a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ) de manter as taxas de juros em 1%, o iene devolveu parte dos ganhos obtidos com a intervenção, afirma.
