Eryn Andrews passou boa parte da vida perseguindo o sonho de trabalhar com exploração espacial.
Aos 41 anos, ela é engenheira da Nasa e ajuda a preparar astronautas para futuras missões à Lua.
Mas é longe da agência espacial americana que ela encontrou sua maior fonte de renda: fazendo trabalhos de voz para comerciais, empresas e até videogames.
Segundo Andrews contou ao Daily Mail, a atividade paralela chegou a render US$ 32,4 mil em um único mês, em meados de 2025.
Em um ano, a renda com os trabalhos de voz ficou em torno de US$ 300 mil, quase três vezes o que recebe anualmente na Nasa.
Andrews trabalha no Johnson Space Center, em Houston, desde 2008.
Atualmente, atua como human performance engineer, ou engenheira de desempenho humano, em tradução livre.
Entre suas funções está analisar como astronautas se movimentam usando trajes espaciais.
A equipe realiza experimentos para medir, por exemplo, quanto tempo os astronautas levam para concluir determinadas tarefas, quanto esforço físico os movimentos exigem e quais equipamentos podem facilitar o trabalho com os volumosos trajes espaciais.
Antes da função atual, Andrews também passou por diferentes programas da Nasa, incluindo o dos ônibus espaciais e o da Estação Espacial Internacional.
Seu salário atualmente está na faixa intermediária dos US$ 100 mil por ano, segundo ela.
De US$ 50 em equipamento a US$ 32 mil por mês
A segunda carreira começou quase por acaso.
Na primavera de 2022, Andrews, que é mãe solo, procurava um hobby que pudesse complementar sua renda.
Como sua rotina na Nasa tinha horários imprevisíveis, precisava de uma atividade que pudesse realizar de casa.
Ela então pesquisou no Google por ideias de trabalhos paralelos para mães solo.
Uma amiga que já trabalhava profissionalmente com a sua voz ajudou nos primeiros passos.
Andrews gastou cerca de US$ 200 em um curso introdutório, comprou um microfone de US$ 50 na Amazon e improvisou isolamento acústico usando pedaços de espuma de colchão.
Os primeiros trabalhos vieram pela plataforma Fiverr.
A expectativa inicial era ganhar cerca de US$ 200 por mês.
Logo no primeiro mês, porém, ela faturou aproximadamente US$ 1 mil.
“Foi um pouco como um incêndio se espalhando.
De repente, muitas portas e possibilidades começaram a se abrir para mim.
Nunca imaginei que isso fosse crescer dessa forma”, disse ao Daily Mail.
Atualmente, Andrews dedica até oito horas por semana à atividade paralela.
Ao longo dos últimos anos, já fez trabalhos de voz para clientes como Coca-Cola, Bank of America, Dairy Queen, Hilton, PetSmart e Universidade do Mississippi, além da própria Nasa.
Os projetos incluem comerciais, treinamentos corporativos, conteúdos para redes sociais, cursos de ensino a distância, sistemas de atendimento telefônico e interpretação de personagens.
Uma exceção são os audiolivros, que ela evita por exigirem de 38 a 40 horas de gravação e edição.
O que começou como uma maneira de ganhar algumas centenas de dólares extras também revelou uma segunda vocação.
Andrews diz que, depois de uma carreira concentrada em matemática, ciência e engenharia, descobriu no trabalho com voz uma oportunidade para explorar seu lado artístico.
“Comecei a descobrir essa segunda paixão, essa necessidade criativa que talvez tenha reprimido durante toda a minha vida porque estava tão focada em matemática, ciência e em ser engenheira que nunca reservei tempo para trabalhar o meu lado artístico, que precisava criar e se expressar”, disse.
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