Em 2025, Brasil tinha 210 mil comerciantes que vendiam por meio de de plataformas, diz IBGE

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Fonte da notícia: Valor Valor

A pesquisa Trabalho por Meio de Plataformas Digitais (2025), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, analisou o uso de plataformas de comércio eletrônico no trabalho. No ano passado, cerca de 5 milhões de pessoas exploravam o próprio negócio na atividade de comércio, sendo que 210 mil utilizavam alguma plataforma de comércio eletrônico para obter clientes e vender produtos, o equivalente a 4,2% do total. Os resultados abarcam as pessoas ocupadas em atividade de comércio no trabalho principal e não consideram as vendas via rede social. Do total de 210 mil pessoas contabilizadas pelo IBGE, 51,8% eram mulheres e 49,7% tinham entre 25 e 39 anos, sendo 33,5% com o superior completo. Entre os 49,6% de homens, 48,4% tinham entre 40 e 59 anos e 22,9% não tinham instrução ou tinham o fundamental incompleto. "O trabalhador do comércio eletrônico é mulher, jovem e escolarizada", diz Gustavo Geaquinto, analista do IBGE responsável pela pesquisa. A pesquisa mostrou ainda que entre os trabalhadores plataformizados do comércio, 55,3% contribuem para algum instituto de previdência, acima dos 42,8% que o fazem entre os não plataformizados. A formalidade também é maior para quem trabalha no comércio eletrônico. São 64,6% de empregados formais neste tipo de atividade, contra 43,9% entre os não plataformizados. O rendimento médio também varia, chegando a R$ 4.932 com média de 41,5 horas semanais entre os trabalhadores de plataforma de comércio eletrônico, contra R$ 3.415 e 39,4 horas semanais de trabalho entre os funcionários de comércio tradicional. Com isso, o rendimento médio por hora é de R$ 27,4 reais para os plataformizados e de R$ 19,8 entre os não plataformizados.

"O rendimento médio dos 'comerciantes' plataformizados foi 44,4% superior ao dos demais. Os plataformizados trabalhavam, em média, 2,1 horas semanais a mais", disse o IBGE, que acrescentou ainda que, entre os comerciantes plataformizados, 31,3% vendiam seus produtos exclusivamente por meio de comércio eletrônico. A pesquisa também mostrou uma dependência baixa dos comerciantes em relação às plataformas. Entre os que utilizavam este canal de vendas, apenas 46,8% dependiam totalmente das ferramentas digitais para receber os pagamentos e 43,2% dependiam das plataformas para realizar a entrega dos produtos.

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