Em meio a boicote da UEFA, Fifa planeja decidir em agosto expansão da Copa para 64 seleções, afirma TV - QTU Questões do Universo

Em meio a boicote da UEFA, Fifa planeja decidir em agosto expansão da Copa para 64 seleções, afirma TV

Fonte: Bandeira da fonte

A Fifa planeja decidir já no dia 14 de agosto uma possível expansão da Copa do Mundo para 64 seleções, após discussões sobre o tema já rondarem as diversas entidades.
A informação foi divulgada pela rede de TV Sky News, destacando um documento divulgado para consulta das federações.
A Copa do Mundo acaba de concluir seu primeiro torneio com 48 equipes.
Há uma pressão cada vez maior internamente, segundo a TV, para adicionar mais 16 equipes em 2030.
A revelação ocorre em meio a incertezas por causa da proposta do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de venda de parte das competições oficiais para um grupo privado.
A UEFA, federação europeia, revelou um boicote a todas as competições da entidade máxima do futebol enquanto a proposta seguisse discutida.
A UEFA, entidade do futebol europeu, e a AFC, entidade do futebol asiático, junto com a Concacaf, do futebol da América do Norte, foram contra a proposta de venda de parte das competições de Fifa para um grupo privado.
As duas primeiras entidades, entretanto, foram além e pediram uma mudança profunda dentro da entidade máxima do futebol, em meio a pressões contra o presidente Gianni Infantino.
A situação foi reforçada pelo principal assessor de Infantino, Carlos Cordeiro, que renunciou ao cargo nesta sexta-feira (31).
Segundo ele, a Fifa tem capacidade de ser viável economicamente e lucrativa sozinha, sem precisar de investimentos de fora.
Cordeiro é o principal assessor de Infantino dentro da entidade, tendo já sido presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e vice-presidente do Goldman Sachs.
'Como conselheiro sênior do presidente da FIFA, ex-banqueiro e fã de futebol de longa data, não posso ficar de braços cruzados enquanto a FIFA considera vender uma participação na Copa do Mundo.
Deixe-me ser claro: não tive qualquer envolvimento nesta proposta e me oponho a ela inequivocamente.
É um mau negócio para as Associações Membro da FIFA, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro do esporte a longo prazo', declarou no comunicado.
Cordeiro foi nomeado ao cargo em 2021, com decisão, segundo Infantino, por ele ter construído uma carreira de negócios e em bancos de investimentos na Europa.
Além disso, em 2025, foi escolhido pelo presidente americano, Donald Trump, como Conselheiro Sênior da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo da FIFA de 2026.
Ele agora lançou uma crítica direta ao plano de vender 20% de uma nova subsidiária que comercializa os direitos da Copa do Mundo para investidores privados em um empreendimento avaliado em US$ 20 bilhões, questionando o processo e as finanças.
'O futebol tem sido fundamental na minha vida e, após mais de 35 anos no setor bancário, compreendo tanto o valor desse ativo quanto as consequências de ceder parte dele.
É por isso que esta proposta deve ser rejeitada'.
Carlos Cordeiro durante discurso em evento para a Fifa.
Divulgação/Fifa
'A FIFA já tem acesso a recursos financeiros extraordinários.
A organização possui bilhões de dólares em reservas e nenhuma dívida.
O próprio presidente da FIFA destacou os US$ 15 bilhões em receita gerados entre 2022 e 2026.
Se as Associações Membro acreditam que investimentos adicionais são necessários para o desenvolvimento do futebol, a FIFA já tem capacidade financeira para fornecer esse apoio com seus recursos existentes.
Nesse contexto, vender uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol para arrecadar US$ 4,2 bilhões faz pouco sentido.
É hipotecar o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente', continuou.
O agora ex-assessor afirmou que se preocupa com a falta de respostas para perguntas como o por que o acordo e por que estaria saindo agora.
'Quem se beneficia? Houve um processo competitivo? Que governança será implementada? O que os investidores ganharão no final das contas e a que custo para o futebol?', questionou.
A próxima eleição para presidente da Fifa está marcada para 18 de março de 2027.
Por enquanto, Infantino é o único candidato, mas a situação pode mudar devido a reclamações de diversas federações por ações durante a Copa do Mundo e agora pela proposta de venda.
A imprensa europeia relata que os países filiados a UEFA já organizam pensando em uma candidatura, que poderia ter apoio aos contrários às propostas de Infantino.
Além da relação próxima com Donald Trump, ele foi criticado por pouco intervir em casos como da seleção iraniana, que precisou ficar no México e viajar para jogar nos Estados Unidos na Copa, além da liberação do atacante americano Folarin Balogun, que teve a suspensão retirada após ligação de Trump para Infantino.
Presidente da FIFA, Gianni Infantino
Sports Press Photo/Sports Press Photo/Fotoarena/Agência O Globo