Teve início nesta sexta-feira (28) a propaganda eleitoral gratuita da eleição de 2026, começando pelo rádio.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou o fim da Cracolândia e melhorias no Centro da capital, e deixou Flávio Bolsonaro (PL) de fora.
Fernando Haddad (PT) falou de seus legados como ex-ministro da Fazenda e da Educação, e inseriu uma fala do presidente Lula (PT) lhe fazendo elogios.
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Com o maior tempo, Tarcísio começou o programa com o jingle que já vem sendo tocado em eventos públicos desde o início da campanha, cujas estrofes destacam “obra para todo lado”, seguido da apresentação de dois locutores, que apresentam o governador, que tenta a reeleição.
Tarcísio então fala que é um gestor que quer “deixar legado” e citou o seu mote “coragem para fazer o impossível”, que já vinha permeando sua gestão há meses.
— São Paulo não é apenas um estado, é um país dentro do Brasil.
Vim para trabalhar, deixar legado, uma locomotiva deste tamanho exige um condutor com pés no chão.
Alguém disse uma vez que, não sabendo que era impossível, foi lá e fez.
E no nosso governo, a gente resolveu não acreditar que alguma coisa fosse impossível.
É possível acabar com a Cracolândia depois de 30 anos? Era.
É possível dar tratamento para as pessoas, para os dependentes químicos? É.
Hoje a Cracolândia não existe mais, a vida está voltando para o centro de São Paulo — disse.
A escolha de mirar o Centro de São Paulo coincide com o seu primeiro ato de campanha de rua, que foi uma caminhada na Rua General Osório, na Região Central, muito próximo de onde ficava a concentração de dependentes químicos a céu aberto.
Historicamente, a esquerda se sai melhor na capital, sobretudo no Centro expandido, e Tarcísio quer ampliar a votação nessa área.
No programa, o postulante do Republicanos ainda disse esperar “uma campanha leve, sem baixaria” e disse ter compromisso com “mulheres, jovens e com cada paulista”.
Ao fim, ainda houve a inclusão de um jingle curto, que apenas reforça o número do candidato, e um aviso que “nesta eleição, não pode errar” — em 2022, o número do PL, que não tinha candidato ao governo paulista, recebeu 521 mil votos, e neste ano a campanha de Tarcísio tenta reforçar que seu número não é o mesmo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e agora de Flávio Bolsonaro (PL).
Em seguida, o programa de Haddad começa com críticas ao adversário: uma voz masculina fala “ainda bem que acabou esse programa do Tarcísio, só promessa, teve quatro anos para fazer a não fez”, seguida de uma voz feminina, que diz “a água está cara, a violência está aumentando, e pedágio em tudo quanto é lugar”.
Depois, toca o jingle do candidato, uma música em ritmo de sertanejo.
O candidato então aparece, fazendo uma mini biografia e criticando medidas do atual mandatário do Palácio dos Bandeirantes, e mirando o eleitor independente ao sugerir retirar “o véu das paixões políticas”.
— Eu sou de São Paulo, pai de um filho e de uma filha, e não aceito um governo que não protege a vida das pessoas e finge agir só em ano de eleição.
Governar é enfrentar os problemas, foi assim que conduzi minha vida pública, enfrentei crises e interesses de poderosos para beneficiar a maioria.
Se você retirar o véu das paixões políticas, examinar os fatos e me der uma chance, eu assumo o compromisso: vou recolocar São Paulo no lugar de onde ele nunca deveria ter saído — diz o petista na propaganda.
Em seguida, vozes diferentes dizem que “Haddad sou eu”, para apresentar o candidato sob a ótica de programas criados por ele quando era ministro da Educação, da Fazenda ou prefeito de São Paulo, incluindo ações recentes que vão ser usadas como vitrines também pelo governo Lula na disputa federal.
“Haddad sou eu, filha de uma doméstica na universidade, ele criou o Prouni”, e “Haddad é o Desenrola, ajudou a mim e a mais de 9 milhões de pessoas a limparem seus nomes”, são alguns dos programas mencionados, além da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a criação de institutos federais no interior do estado e o programa Rede Hora Certa, criado quando ele era prefeito da capital paulista.
Fazendo menção a dobradinha Lula - Haddad, o programa ainda inclui uma reprodução de uma fala do presidente da República durante um discurso público, no qual exalta seu ex-ministro da Fazenda.
– Foi com Haddad na economia que a gente conseguiu o menor desemprego da história, com Haddad na economia o Brasil voltou a crescer acima de 3%.
São Paulo é muito grande, e São Paulo na mão do Haddad vai ser muito maior — diz o presidente ao fim do programa eleitoral.
Apenas os dois candidatos ao governo têm espaço na propaganda eleitoral deste ano, tanto no rádio quanto na televisão, devido às regras de representatividade mínima dos partidos no Congresso.
Tarcísio tem a maior fatia, com cinco minutos, com 6 minutos e 20 segundos, enquanto Haddad tem 2 minutos e 39 segundos.
Antes dos candidatos ao Executivo, foram exibidas as propagandas dos postulantes ao Senado e à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Na esquerda, Marina Silva (Rede) se apresenta como “a senadora mais jovem do Brasil” e como “mulher preta”, lembra sua trajetória política e os reconhecimentos internacionais que recebeu por sua atuação na área do meio ambiente.
Ela ainda diz que quer “ajudar São Paulo a ser propulsor de seu próprio desenvolvimento e do Brasil”.
Já Simone Tebet (PSB) começa com um jingle em ritmo de sertanejo, e com uma espécie de “justificativa” do porquê está concorrendo em São Paulo.
— Você me conhece, fui candidata a presidente na última eleição, e aqui em São Paulo tive minha melhor votação, São Paulo me abraçou — diz a candidata, que ressalta a necessidade de “mais moderação, diálogo e respeito” na política.
Na direita, Guilherme Derrite (PP) foca a pauta da segurança pública, ressaltando ter sido o responsável por relatar o projeto que prevê o fim da “saidinha” para presos e o projeto de lei antifacção, ambos enquanto foi deputado federal.
Já André do Prado (PL) se apresenta como “braço-direito do Tarcísio” e inseriu uma fala elogiosa do governador em seu programa, e diz que quer “continuar fazendo em Brasília o trabalho que já fez no estado”, com foco em “investimentos em municípios”.
Encerra a propaganda eleitoral ao Senado a candidata Soninha Francine (Cidadania), que afirmou que vai lutar pelo “fim da violência contra a mulher”.
