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Uma cidadania estrangeira, sobretudo a europeia, pode mudar completamente os horizontes de uma pessoa.
Com um passaporte da União Europeia, é possível viver, trabalhar e estudar em qualquer país do bloco sem visto, além de circular livremente pelo mundo com muito mais facilidade.
Não à toa, muitos brasileiros que se mudam para o exterior têm a naturalização como meta.
Mas o tempo para chegar até ela varia bastante de país para país.
E lembre-se que uma coisa é a residência permanente, outra é a cidadania.
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Na Espanha, cidadania em dois anos
A Espanha é o grande destaque para quem tem passaporte brasileiro.
Enquanto a maioria dos estrangeiros precisa de dez anos de residência para pedir a cidadania espanhola, os brasileiros, por serem ibero-americanos, precisam de apenas dois anos de residência legal e contínua, graças ao convênio previsto no Código Civil espanhol.
É um dos caminhos mais rápidos do mundo para um passaporte europeu, com direito à dupla nacionalidade.
Menos lembrado, o Peru oferece um prazo igualmente curto.
Pela via do Mercosul, o brasileiro obtém a residência permanente após três anos, mas a cidadania por naturalização pode ser solicitada após apenas dois anos de residência legal, um dos prazos mais rápidos da América do Sul.
O padrão de boa parte do Ocidente
A maioria dos países desenvolvidos trabalha com a marca dos cinco anos, mas é importante entender o que esse prazo significa em cada um.
Nos Estados Unidos, a cidadania costuma vir após cinco anos como residente permanente (o Green Card), ou três anos para quem é casado com cidadão americano.
Na França, a naturalização pode ser pedida após cinco anos de residência, com exigência de francês no nível B1.
No Reino Unido, os cinco anos levam primeiro à residência permanente (o ILR), e só depois se abre o caminho para a cidadania.
Na Irlanda, o imigrante chega à residência permanente após cinco anos e depois pode pedir a cidadania – é um dos poucos países da União Europeia que não exige teste de idioma nem de história.
Já a Letônia exige cinco anos até a residência permanente e mais cinco como residente permanente antes da cidadania, além de fluência no idioma e renúncia à nacionalidade anterior.
A ascendência
Para quem tem antepassados europeus, existe um caminho que pula todas essas etapas.
A Croácia concede cidadania a descendentes de emigrantes sem limite de gerações e sem teste de idioma, desde que o antepassado tenha deixado o território antes de 1991.
A Lituânia também permite que descendentes recuperem a nacionalidade.
Nesses casos, não é preciso morar no país nem cumprir prazo de residência: a cidadania vem pelo sangue.
Antes de se planejar, vale lembrar que quase todos esses prazos têm condições anexas: comprovação de idioma, renúncia à nacionalidade anterior em alguns casos, exames de integração e tempo mínimo de presença física no país a cada ano.
E há vistos que não contam para a cidadania, como os de nômade digital em vários países.
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Apuração de Leonardo Marchetti
