Em sabatina, Caiado defende anistia a presos do 8/1 para

Em sabatina, Caiado defende anistia a presos do 8/1 para 'pacificar o país' e cobra STF sobre investigações

Fonte: Bandeira da fonte

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu, durante sabatina ao Jornal Nacional nesta terça-feira (25), uma proposta de anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
Segundo ele, caso seja eleito, encaminhará o texto ao Congresso Nacional já no primeiro dia de governo.
Caiado afirmou que a medida teria como objetivo pacificar o país e comparou a iniciativa ao que chamou de anistia concedida pelo Supremo Tribunal Federal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Lava Jato.
Durante a entrevista, porém, foi corrigido pelos jornalistas, que ressaltaram que o Supremo não concedeu anistia a Lula.
Na área de segurança pública, Caiado propôs a criação de uma polícia de fronteira envolvendo o Brasil e outros dez países da América do Sul.
Segundo o candidato, a articulação com os governos da região seria possível pela capacidade de negociação de um presidente brasileiro.
Ele também defendeu um acordo com o Judiciário para ampliar o número de varas de primeira instância em regiões de fronteira, com o objetivo de acelerar julgamentos relacionados a crimes transnacionais, como o narcotráfico.
Caiado afirmou que a estrutura teria custo de bilhões de reais, mas não apresentou detalhes sobre o orçamento ou o funcionamento da proposta.
O candidato também disse que a iniciativa não comprometeria a soberania brasileira e citou a tecnologia, o conhecimento e a inovação como instrumentos para reforçar a segurança nas fronteiras.
Ao ser questionado sobre a inspiração na Europol, agência de cooperação policial da União Europeia, Caiado afirmou que o modelo teria poder de prisão.
Os jornalistas, porém, observaram que a Europol atua principalmente no compartilhamento de informações e na cooperação entre forças policiais, sem poder próprio de prisão.
A governabilidade também foi tema da sabatina.
Caiado foi questionado sobre o apoio de candidatos aos governos estaduais, já que o PSD lançou nomes próprios em diferentes estados, enquanto o candidato conta atualmente com o palanque de apenas quatro candidaturas estaduais.
Ele afirmou que Gilberto Kassab, presidente nacional do partido e candidato a vice em sua chapa, garantiu autonomia para que sua candidatura à Presidência fosse lançada e disse que Kassab não interferiria nas disputas estaduais.
Na área econômica, Caiado abordou a dívida pública, o ajuste fiscal, o endividamento e a reforma tributária.
Ele afirmou que não pretende alterar o salário mínimo nem os pisos constitucionais, como o destinado à educação.
Também criticou a condução da política econômica do governo Lula e afirmou que não haverá uma proposta de emenda à Constituição para promover mudanças nessas áreas, caso seja eleito.
Nas considerações finais, Caiado fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal para que sejam divulgados detalhes sobre investigações relacionadas ao escândalo do INSS, ao Banco Master e à Operação Carbono Oculto.
O candidato também mencionou supostos envolvimentos do presidente Lula e de Flávio em investigações e afirmou que a divulgação dessas informações poderia contribuir para a pacificação do país.