Em visita à Paraíba na quarta-feira (19), o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, voltou a focar na segurança pública, uma das principais preocupações do eleitorado, e no combate a facções criminosas.
Em um vídeo divulgado, o candidato participou de um ato de retirada de entulhos e câmeras de vigilância de uma rua, que, segundo ele, teriam sido colocados pelo Comando Vermelho para impedir o trânsito e a entrada da polícia na localidade.
Ele reafirmou que, caso eleito, criminosos em seu governo serão "presos ou mortos".
“Haverá uma operação usando o governo federal e os governos estaduais em parceria com o aumento de penas, de modo a não apenas retirar ele dos bairros e cidades que eles costumam tomar, mas também eliminar suas lideranças, seja prendendo eles por muito tempo e se eles resistirem, passando fogo neles”, disse, reiterando que pretende recorrer a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), caso seja eleito, para retomar áreas do país dominadas por facções criminosas.
Ele defendeu ainda uma intervenção federal no Rio de Janeiro, Estado que considera tomado pelo crime organizado.
"O que nós vamos fazer no Rio de Janeiro é afastar inclusive as lideranças políticas”, disse, sem dar detalhes de como isso seria feito.
Ao ser questionado sobre projetos de desenvolvimento para a Paraíba e o Nordeste, Santos afirmou que para combater à pobreza na região é preciso investimentos que gerem renda à população.
"Nós precisamos levar frentes agrícolas, nós precisamos levar frentes de trabalho, isso vai gerar renda e renda vai fazer com que as pessoas não dependam, na prática, da assistência do Estado", disse.
O candidato também defendeu a criação de data centers e a ideia de um “Nordeste como Arábia Saudita da energia limpa”.
“Nós vamos trazer energia eólica, energia solar, trazer as fazendas de baterias, e aí fazer uma coisa que já está acontecendo no Ceará, que são os data centers”, destacou.
Nesta quinta (20), Santos cumpre agenda em Maceió (AL).
