Empresas mais inovadoras do país serão homenageadas hoje em premiação do Valor e de Época NEGÓCIOS - QTU Questões do Universo

Empresas mais inovadoras do país serão homenageadas hoje em premiação do Valor e de Época NEGÓCIOS

Fonte: Bandeira da fonte

Coquetel que antecedeu a entrega do Prêmio Valor Inovação em 2025
Foto: Gabriel Reis/Valor
As empresas mais inovadoras do país serão homenageadas nesta segunda-feira (3), no Hotel Unique, em São Paulo, em evento que marca a 12ª edição do anuário Valor Inovação Brasil, uma iniciativa do Valor e de Época NEGÓCIOS.

Serão premiadas as dez campeãs do ranking de 150 empresas que mais se destacaram em inovação e também as líderes em 26 setores da economia: agronegócio; alimentos, bebidas e ingredientes; automotivo e veículos de grande porte; bancos; bens de capital; comércio; construção e engenharia; cosméticos, higiene e limpeza; educação; eletroeletrônica; energia elétrica; infraestrutura; infraestrutura de logística; farmacêuticas e ciências da vida; materiais de construção; mineração, metalurgia e siderurgia; papel e celulose; petróleo, gás e petroquímica; química; seguros e planos de saúde; serviços; serviços de logística; serviços financeiros; serviços médicos; tecnologia da informação; e telecomunicações.
A edição de 2026 contou com 283 empresas inscritas na pesquisa, sendo que 270 foram elegíveis.
As participantes foram avaliadas em quatro dimensões: planejamento da empresa no processo de inovação; execução e práticas adotadas; resultados atingidos; e reconhecimento obtido a partir de citações e pedidos de patentes publicados pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) durante o ano-base da pesquisa.
As ações em rede, relacionadas à forma como as empresas conectam diferentes negócios aos projetos de inovação, também são consideradas na avaliação.
A premiação foi realizada em parceria com a Strategy&, da PwC, responsável pelo desenvolvimento da metodologia, aplicação da pesquisa e elaboração do ranking.
Neste ano, o processo teve o apoio de quatro especialistas no tema: Amanda Graciano, fundadora e CEO da Trama Consultoria; Dora Kaufman, professora da PUC-SP e Senior Fellow do CEBRI; Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral (FDC); e Luiz Serafim, sócio-diretor da Inspira Move e professor da FGV.
A décima-segunda edição do estudo acompanhou o desempenho e a disciplina das companhias para identificar as mais inovadoras do país.
Como resultado, o ranking lista um seleto conjunto que investe em inovação no longo prazo, tratando o tema como pilar estratégico.

A pesquisa não é influenciada pela força das marcas ou dominada por empresas da área de tecnologia da informação.
Isso acontece porque a metodologia foi construída com base em questões sobre processos de inovação e englobam desde aportes em ciência até iniciativas de transformação digital, avaliadas de forma sistêmica e dentro de cada setor.

O objetivo do anuário é medir a capacidade de inovação das companhias, avaliando competências como criatividade, capacidade para gerar conhecimento e aplicação estratégica das novas tecnologias.
O questionário permite que empresas dos mais diferentes setores participem, detalhando suas iniciativas e trazendo qualidade e diversidade para a amostra.
Empresas aplicaram R$ 82 bi em inovações
Os projetos apresentados geraram ativos de propriedade intelectual, como patentes, demonstrando a orientação para gerar valor a partir do conhecimento.
O grupo de empresas analisadas aplicou R$ 82 bilhões em inovação.
Entre as 20 mais inovadoras do país, a parcela que investe mais de 5% da receita líquida no setor passou de 45% para 80% entre o ano-base de 2024 e o de 2025.
Os setores com mais companhias nesse grau elevado de dedicação de recursos são, pela ordem, indústria farmacêutica e de ciências da vida; cosméticos, higiene e limpeza; telecomunicações, automotivo e tecnologia da informação.

“As corporações mais avançadas tratam a inovação como um investimento estratégico e criam um orçamento protegido, vinculado a metas de resultado”, diz Willer Marcondes, sócio para serviços financeiros na Strategy&.
“O ponto central não é necessariamente aumentar o orçamento ano a ano, mas garantir que ele seja bem alocado e acompanhado, com critérios de priorização e avaliação.”