O governo do estado projeta uma economia de R$ 221 milhões até dezembro, com as exonerações que vêm promovendo, fruto de auditorias internas.
Desde 24 de março até sexta-feira passada, foram exonerados 6.145 servidores comissionados, enquanto as nomeações somam 2.496.
O número de exonerados, o equivale a mais de 43% dos 14.340 comissionados existentes em março.
A economia prevista considera apenas os cargos que continuam vagos.
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As exonerações são só uma parcela da dimensão da reorganização administrativa em curso.
Como resultado das auditorias realizadas em contratos da administração estadual, houve ainda a suspensão de repasses, como os destinados ao Programa Empoderadas, além da extinção da Secretaria Intergeracional de Juventude e Envelhecimento Saudável, que apresentou irregularidades na gestão do Projeto 60+ Reabilita.
Em meados do mês, reportagem do GLOBO mostou que o programa "60+ Reabilita", da Secretaria Intergeracional de Juventude e Envelhecimento Saudável (Seijes), criado para atender idosos em todo o estado, acumulava irregularidades desde a celebração dos contratos: pagamentos antecipados sem obra correspondente, estruturas administrativas duplicadas, entre outras.
Resultado: 35 servidores exonerados, incluindo a própria secretária da pasta, Isabela Alves, e extinção do projeto.
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Segundo o governo, apenas servidores de carreiras, em sua maioria, são nomeados para o primeiro escalão desde março.
Em todos os níveis, garante a administração, os escolhidos passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com a premissa de preservação do erário e a aplicação responsável e eficiente dos recursos públicos.
Caça aos fantasmas
Uma auditoria realizada em junho pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo apontava que secretarias estaduais tinham até 80%de funcionários fantasmas lotados nos gabinetes do Palácio Guanabara.
Segundo o RJ2, 78% dos comissionados na secretaria de Trabalho e Renda não trabalhavam.
O mesmo acontecia nas pastas de Esporte e Lazer, com 75% de pessoas que recebiam sem trabalhar e no Turismo, onde 73% seriam fantasmas.
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O levantamento mostrava ainda outras quatro estruturas do governo estadual onde mais da metade das pessoas eram pagas e não trabalhavam: Ciência e Tecnologia (65%), Agricultura (65%) Assistência Social (59%) e Casa Civil (58%).
Ainda foram cortados 46% dos funcionários da secretaria estadual de Saúde pelas mesmas suspeitas.
De acordo com a reportagem, os auditores cruzaram informações de registros de acesso aos sistemas eletrônicos do governo e dos prédios onde era lotado.
Se não houvesse quaisquer registros, o funcionário foi considerado fantasma e exonerado.
A auditoria, segundo o RJ2, atingiu apenas 20 órgãos da estrutura estadual e as demissões nessas pastas vão gerar uma economia de R$ 16,7 milhões por mês.
O governador interino Ricardo Couto assumiu a chefia do poder executivo no fim de março, após renúncia de Cláudio Castro (PL).
Desde então, determinou uma devassa nos contratos e nomeações das pastas.
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Cortes no número de secretarias
Em outra frente, atual o governo vem reduzindo o número de secretarias.
Hoje, a estrutura da administração estadual conta com 28 secretarias.
Eram 32 em março.
Entre as medidas adotadas estão a fusão das pastas de Agricultura, que deu origem à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar, a incorporação da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar à estrutura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, a incorporação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação ao escopo do Desenvolvimento Econômico e a extinção da Secretaria Intergeracional de Juventude e Envelhecimento Saudável, cujas atribuições foram absorvidas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
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