O estoque de títulos privados do agronegócio chegou a R$ 1,409 trilhão em julho de 2026, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (19/8) pelo Ministério da Agricultura.
O montante representa a soma das carteiras ativas de Cédulas de Produto Rural (CPR), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro).
O valor, no entanto, não representa efetivamente o recurso que irriga empréstimos na ponta, pois há sobreposição na soma dos dados: muitas CPRs servem de lastro para CRAs, alguns CRAs são embutidos em Fiagros, parte dos recursos de LCAs são aplicados em CPRs, e assim por diante.
O saldo representa um avanço de apenas 3,7% em relação aos R$ 1,356 trilhão de julho de 2025.
Os dados são do Boletim de Finanças Privadas do Agro do Ministério da Agricultura e reúne informações da B3, Cerc, CRDC, CVM e Anbima.
Em julho de 2026, os estoques de CPRs totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão.
As emissões em julho, primeiro mês da safra 2026/27, totalizaram R$ 37,53 bilhões.
Já os estoques de LCAs somaram R$ 560,37 bilhões, abaixo dos R$ 599,73 de julho de 2025.
Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário.
Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial.
Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.
Em julho, os estoques de CRAs e de CDCAs foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.
No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), são considerados os saldos de junho, quando o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.
