Forças americanas atacaram neste domingo dois lançadores de foguetes iranianos que tentavam dispersar minas marítimas no Estreito de Ormuz, de acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom).
O ataque foi o primeiro dos Estados Unidos contra o Irã em um mês e pareceu ser limitado, em vez de uma retomada dos bombardeios americanos em larga escala.
Horas depois, o Irã retaliou disparando alguns mísseis em direção à Jordânia, todos interceptados, segundo uma pessoa familiarizada com o ataque.
Vários milhares de militares americanos estão estacionados em bases na Jordânia.
Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp
Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países
O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central, afirmou que forças da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã foram observadas se preparando para lançar foguetes carregados com minas da Ilha de Larak nas águas do estreito circundante, uma via navegável vital para o transporte de petróleo e gás.
Segundo o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central, até a semana passada as forças americanas haviam removido as minas que o Irã havia plantado no estreito.
A Guarda Revolucionária afirmou em seguida que o ataque seria "respondido com punição ao agressor", segundo a emissora estatal iraniana.
A agência de notícias iraniana Tasnim informou que duas pessoas morreram no ataque, uma alegação que não pôde ser confirmada imediatamente.
O Pentágono não respondeu de imediato aos pedidos de comentários.
Alta de preços e desvalorização da moeda: Guerra empobrece e isola o Irã, relatam iranianos radicados no Brasil
O governo de Donald Trump incentivou os navios comerciais a fazerem a travessia, com a Marinha dos EUA guiando-os pela parte sul do estreito, em águas omanitas.
Autoridades militares dos EUA afirmaram que navios da Marinha, assim como jatos da Força Aérea e helicópteros do Exército, estão monitorando o estreito de perto e estão preparados para atacar as forças iranianas que ameaçam os navios comerciais que transitam pela hidrovia.
71 ataques
A travessia do estreito continua perigosa.
Dois marinheiros morreram nas últimas duas semanas e outro está desaparecido.
No total, houve pelo menos 71 ataques a navios desde o início da guerra, e 19 marinheiros morreram.
Asfixia econômica: Presidente do Irã admite impacto de sanções dos EUA dias após dizer que medidas ‘não alcançariam nada’
Em junho, o Irã e os Estados Unidos assinaram um acordo para reabrir o estreito, e durante três dias mais de 60 navios passaram por ali diariamente.
Mas o acordo fracassou e as forças americanas reimporam o bloqueio aos portos iranianos.
O Irã tem buscado reafirmar seu controle criando um novo sistema no qual cobra dos navios pela passagem pelo estreito, que antes era gratuita.
A turbulência obrigou muitas empresas de transporte marítimo a contornar o estreito.
A Arábia Saudita, maior produtora de petróleo da região, passou a exportar mais petróleo bruto pelo Mar Vermelho.
Análise: Após seis meses do início da guerra, é difícil disfarçar o claro fracasso dos EUA em subjugar o Irã à sua vontade
O ataque de domingo foi o primeiro reconhecido pelo Pentágono contra o Irã desde que o Comando Central atingiu dezenas de alvos dentro do país em 29 de julho, incluindo centros de comando, instalações de mísseis e drones e locais de vigilância costeira.
Os bombardeios em larga escala realizados por ambos os países deram lugar a uma pausa nas operações militares, e o governo Trump concentrou-se, em vez disso, numa série de novas sanções econômicas contra o governo de Teerã.
EUA atacam ilha em Ormuz, no primeiro ataque contra o Irã em um mês; Teerã responde com mísseis em direção à Jordânia
Fonte:
