EUA é governado pelas

EUA é governado pelas 'pessoas menos capacitadas', diz George Clooney no Festival de Cinema de Veneza

Fonte: Bandeira da fonte

Os Estados Unidos estão sob uma "caquistocracia", ou seja, governados pelas "pessoas menos capacitadas", disse nesta quarta-feira (2) o astro de Hollywood George Clooney sobre seu país e a administração do presidente Donald Trump.
83ª edição: Festival de Veneza abre com homenagem a George Clooney e filmes sobre Musk, Murdoch e Gaza
'NAZA': Documentário sobre Gaza que aborda assassinato de civis por Israel será lançado no Festival de Cinema de Veneza
O ator de 65 anos receberá nesta quarta, na cerimônia de abertura do Festival de Cinema de Veneza, um Leão de Ouro honorário pelo conjunto de sua carreira.
Questionado em uma coletiva de imprensa sobre como enxerga a situação dos Estados Unidos atualmente, sob o governo Trump, Clooney afirmou que o país atravessa "tempos difíceis".
— Há uma grande palavra, caquistocracia, que é um país governado pelas pessoas menos capacitadas.
Acho que talvez tenhamos uma caquistocracia agora — declarou.
— Mas vamos superar isso — acrescentou.
— Teremos eleições em novembro (...) e depois, com um pouco de sorte, em 2028 recuperaremos alguma normalidade — disse, em referência às eleições de meio de mandato e às presidenciais em dois anos.
Brad Pitt aponta lenda do motociclismo como seu maior ídolo: 'Daria tudo para ser como ele'
Definindo a si mesmo como "otimista", Clooney lembrou que ele próprio viveu outros tempos sombrios.
— Tenho idade suficiente para ter vivido 1968 nos Estados Unidos, quando todas as cidades do país estavam em chamas e perdemos Martin Luther King e Bobby Kennedy no mesmo ano.
Houve toneladas de violência.
O Capitólio estava cercado por tanques — comentou.
— Já passamos por outros tempos difíceis, e este é um deles — acrescentou.
Democrata fervoroso, o ator esteve muito envolvido na arrecadação de fundos para o partido, e foi um importante apoio para Barack Obama e Joe Biden.
Clooney, cujo ativismo ganhou destaque quando denunciou a situação em Darfur, no Sudão, é casado com a advogada especializada em direitos humanos Amal Alamuddin.
No fim de 2025, ele obteve a nacionalidade francesa para se mudar com a família para a França.
O presidente americano zombou então do ator, sobre quem disse que "ficou mais conhecido pela política do que por seus poucos filmes, totalmente medíocres".