Ex-prefeito biônico de 88 anos faz autodoação de R$ 533 mil a Jaques Wagner na Bahia; entenda - QTU Questões do Universo

Ex-prefeito biônico de 88 anos faz autodoação de R$ 533 mil a Jaques Wagner na Bahia; entenda

Fonte: Bandeira da fonte

O professor e jurista Edvaldo Pereira Brito (PSD) repassou R$ 533 mil à campanha de Jaques Wagner (PT) à reeleição ao Senado na Bahia.
O montante configura a maior autodoação da corrida eleitoral até o momento, já que o doador foi escolhido como primeiro suplente na chapa do candidato petista.
Caberá a ele assumir a cadeira de Wagner na Casa legislativa em eventuais períodos de ausência prolongada ou quaisquer afastamentos por saúde ou decisão judicial.
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Brito é pai do deputado federal Antonio Brito, líder do PSD na Câmara, e contou com o apoio de correligionários, como o senador Otto Alencar, na corrida.
Para assumir a primeira suplência de Wagner, ele superou outros nomes cotados — como a colega de Câmara Lídice da Mata (PSB-BA), que tenta a reeleição, e a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), nomeada segunda suplente.

Prevaleceu o arranjo do PT com o PSD no estado, que apoia a chapa majoritária dos petistas Jerônimo Rodrigues ao governo e Rui Costa à outra vaga do Senado.
Aos 88 anos, Brito é conhecido pela trajetória jurídica, como advogado particular e professor de Direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Mas também se engaja há décadas na seara política: foi vereador, vice-prefeito de Salvador (BA) e secretário estadual de diferentes áreas da Bahia.

Primeiro suplente fez autodoação para chapa de Jaques Wagner
Reprodução/Divulgacand
Entre 1978 e 1979, foi prefeito da capital baiana em um cargo biônico, sistema vigente durante parte do regime militar.
Brito foi nomeado para a cadeira pelo então governador Roberto Santos após eleição indireta na Assembleia Legislativa estadual.
Depois de ficar na suplência durante a Constituinte, ao fim da ditadura, já nos anos 1990, Brito foi nomeado secretário municipal de Negócios Jurídicos em São Paulo na gestão de Celso Pitta.
A revista Veja reportou que o advogado chegou a defender o chefe do Executivo municipal no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em meio ao "Pittagate", um escândalo de corrupção e compra de votos.
À Justiça Eleitoral, Brito declarou este ano ter mais de R$ 12,5 milhões em bens, incluindo uma casa em Salvador (BA) de R$ 2,8 milhões e um apartamento em São Paulo (SP) de R$ 560 mil.
Além do aporte do primeiro suplente, a campanha de Jaques Wagner já declarou ter recebido outros R$ 50 mil da Direção Estadual do PT.