A Expedição Custos Cana 2026 apresentou, nesta quinta-feira (30), análises dos indicadores de custos de produção do setor sucroenergético no Nordeste e as perspectivas do mercado para a próxima safra.
O encontro ocorreu no Mar Hotel, em Boa Viagem, e reuniu diversos representantes do segmento.
O presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro, compareceu ao evento.
Para o sócio diretor do Pecege Consultoria e Projetos, empresa que organiza a expedição, João Botão, o encontro é fundamental para assessorar o setor sucroenergético.
"Praticamente todos os participantes têm o próprio custo de produção, mas a partir do momento que se coloca isso como uma referência, é possível enxergar oportunidades de melhora.
A gente também vê questões de mercado.
Em um ano que se mostra tão desafiador e que se tem o mercado de preços e custo de produção aumentando, ver esses bons exemplos e como se reorganizar é fundamental", explicou.
@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
Análise
Ministrada pela engenheira agronômica Rafaela Cota, a primeira palestra apresentou o cenário dos custos de produção da cana de açúcar, açúcar e etanol e o comportamento dos preços de insumos na safra 2025/2026.
"A gente teve margens mais apertadas e custos mais elevados - os preços do açúcar e do etanol não favoreceram.
A mensagem que fica para a próxima safra é o que podemos fazer para reduzir os custos de produção e aumentar as nossas margens.
O custo de produção da cana, por exemplo, fechamos na casa dos R$ 210 por tonelada.
Agora é identificar o que podemos fazer para que a gente chegue na casa dos R$ 218 por tonelada", detalhou.
Já a segunda palestra foi ministrada pelo economista Raphael Delloiagono.
Na apresentação, ele analisou as perspectivas para o setor sucroenergético na safra 2026/2027.
"Diferentemente do que aconteceu na safra anterior, a cana-de-açúcar deve voltar a priorizar a produção açucareira.
Em termos de preço, as notícias não são muito positivas.
Viemos de quase 18 meses com o preço do açúcar em queda expressiva - quase 22%.
Até o fim de 2026, o cenário ainda não deve ser dos mais favoráveis.
O lado positivo é que a recuperação, ainda que gradual, deve começar a acontecer nos próximos meses", projetou.
A última palestra, ministrada por João Botão, apresentou o "Indice Compara", uma nova forma de avaliação da Pecege sobre o desempenho das empresas parceiras e como outras empresas podem encontrar oportunidades.
Prêmio
A programação da expedição ainda contou com a entrega do Prêmio Ivan Chaves, premiação do setor sucroenergético brasileiro criada pelo Pecege para reconhecer usinas e produtores rurais com melhor eficiência produtiva e gestão de custos.
A honraria homenageia o engenheiro agrônomo Ivan Chaves, pioneiro em indicadores comparativos de desempenho e controle de custos no campo.
