Para a gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Karine Fragoso, o cumprimento das exigências ambientais e a previsibilidade no licenciamento são fundamentais para o avanço da exploração de petróleo.
Ela afirma que a atividade pode coexistir com a preservação ambiental e destaca que o setor destina recursos para pesquisas e projetos voltados à conservação dos ecossistemas.
Karine Fragoso aponta que a exploração de petróleo e a preservação ambiental podem coexistir de forma harmoniosa.
Segundo a especialista, o cumprimento de processos de licenciamento ambiental claros, aliado à previsibilidade e ao planejamento estratégico, permite que a atividade petrolífera atue como um motor para a conservação.
Ela ressalta que o setor contribui diretamente para a proteção dos ecossistemas ao financiar pesquisas ambientais e impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias que beneficiam a sustentabilidade.
"O que a gente não pode, o que é muito ruim para a gente, é atrasar esses processos de conhecimento do que a gente tem, para a gente tomar a decisão sobre o que a gente tem, em função de dúvidas.
Então, a gente precisa ter um processo que seja melhor conhecido pela sociedade como um todo e que a gente possa ter as respostas adequadas.
E aí, como eu falei, quero reforçar: esse é um mercado que coloca muito recurso financeiro em projetos de preservação ambiental.
A gente não pode ter a ilusão de que o Brasil vai ser diferente do resto do mundo e que, tendo esse recurso energético, vai viver sem ele.
Então, a gente precisa entender que precisa desse recurso, não só como energia, mas também como fonte de riqueza para a gente construir uma sociedade que seja melhor para todos nós, convivendo, claro, e isso não é nenhum problema para esse mercado, com tudo que a gente precisa fazer em termos de preservação ambiental", avalia.
Segundo ela, o objetivo não é que a atividade seja prejudicial ao meio ambiente.
"Acho que o Brasil tem essa vantagem de ser um país de dimensões continentais, que tem vários biomas, que tem o privilégio de ter uma riqueza ambiental muito grande e a responsabilidade de todos nós de preservar essa riqueza ambiental que temos.
O Brasil vive um processo de transição energética", observa.
