O Flamengo já tinha tudo alinhado com o Atlético de Madrid para finalizar a compra de Thiago Almada , incluindo forma de pagamento de 50% dos direitos econômicos por 20 milhões de euros (R$ 118 milhões).
Foi aí que, segundo fontes do clube, Almada e seus agentes passaram a pedir mais para o jogador e iniciaram um leilão que passou pelo entrave da família, pela oferta do River Plate e um salário que o Flamengo não quis pagar.
Depois de se recusar a negociar durante a Copa do Mundo, Almada teria exigido 6 milhões de euros por ano, o que equivale a R$ 2,9 milhões por mês.
O Flamengo travou o negócio e chegou aos 5 milhões de euros, cerca de R$ 2 milhões por mês.
O River igualou.
O que causou estranhamento foi a postura do Atlético de Madrid.
O clube espanhol deu aval ao parcelamento do Flamengo justamente por ter maior confiança de que receberia o acordado.
Com Almada, a surpresa se deu pela postura do empresário de Almada, do pai do jogador e até da mulher, que teria dado a última trava sobre a volta ao Brasil.
O Flamengo entendeu que a opção por voltar a Argentina era um argumento pessoal, mas o que travou o negócio foi a parte financeira.
Isso irritou a diretoria, que não se mexeu mais em nenhuma direção.
A partir da demora de Almada e seu agente na resposta, o Flamengo direcionou esforços para trazer Luiz Henrique, do Zenit.
O foco agora é o atacante.
E a expectativa é não haver leilão parecido.
As declarações do presidente Bap e do diretor José Boto no sentido de não esticar muito a corda sob pretexto do poderio econômico do clube foram propositais.
Há limitações, inclusive de orçamento.
Mesmo assim, o Flamengo entrou no hall de clubes com operações acima de 20 milhões de euros nos últimos anos.
O que, segundo avaliação interna, inflacionou o mercado quando o Rubro-negro senta à mesa.
