FBI investigou se Trump atuou a mandou da Rússia ao demitir ex-diretor do FBI - QTU Questões do Universo

FBI investigou se Trump atuou a mandou da Rússia ao demitir ex-diretor do FBI

Fonte: Bandeira da fonte

O FBI investigou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para entender se ele agiu a mando da Rússia ao demitir o diretor do FBI, James Comey, em 2017.
A informação está em um arquivo desclassificado pela Casa Branca nesta quarta-feira (5).
A fonte oficial afirmou que a investigação, conhecida como Oxford Comma, era um subcomponente da Crossfire Hurricane, a investigação do FBI sobre uma possível conivência entre a campanha de Trump em 2016 e o ​​governo russo.
Segundo a investigação, a suspeita começou em 2017 após a demissão.
Após uma longa investigação, os agentes consideram ela 'sem fundamento' e o caso acabou encerrado.
O caso foi classificado como sensível, o que geralmente é feito para mantê-lo fora dos registros oficiais de outros agentes, revelou a Casa Branca.
Os agentes que abriram o caso disseram acreditar que esse seria o método menos intrusivo para lidar com um grave risco à segurança nacional.

'Eu não sabia que o fundamento para a acusação de obstrução incluía a alegação de que Donald Trump estava agindo de alguma forma em nome de Vladimir Putin.
Resumindo, quase tudo que o FBI tinha em sua posse naquele momento desmentia ou descartava a possibilidade de Trump ou sua campanha estarem em conluio com a Rússia', diz o oficial.
Ex-diretor do FBI, James Comey.
Reprodução/Wikimedia Commons
Trump demitiu Comey em maio de 2017, apenas alguns meses após o início de seu primeiro mandato como presidente.
Inicialmente, a Casa Branca citou a condução da investigação sobre os e-mails da Secretária de Estado Hillary Clinton como o motivo de sua demissão, embora o relatório revelado afirmasse que o presidente estava frustrado com Comey por este se recusar a declarar publicamente que Trump não estava sendo pessoalmente investigado por possíveis ligações com a Rússia.
A demissão de Comey acabou se tornando o catalisador que deu início a uma investigação mais ampla contra o republicano.

Após a demissão de Comey, o então vice-procurador-geral Rod Rosenstein nomeou o procurador especial Robert Mueller como conselheiro especial para investigar as alegações de interferência russa na eleição presidencial de 2016 e quaisquer possíveis ligações com a campanha de Trump.

Mueller não encontrou, em última análise, provas de que membros da campanha de Trump 'conspiraram ou coordenaram' com a Rússia, embora tenha descrito alguns contatos entre a campanha e indivíduos ligados ao governo russo.
Trump acusou frequentemente o FBI e outras agências de inteligência de conduzirem investigações antiéticas sobre suas campanhas e sua presidência, e prometeu iniciar suas próprias investigações.

Ele critica Comey desde muito tempo, o chamando de 'policial corrupto'.
No início deste ano, Comey foi acusado de ameaçar a vida de Trump ao publicar fotos de conchas dispostas de forma a formar os números '86 47'.
Comey alegou estar sendo perseguido de forma vingativa e seletiva, o que o Departamento de Justiça negou.

No ano passado, ele foi acusado separadamente de fazer declarações falsas ao Congresso, embora a acusação tenha sido arquivada.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Divulgação/Casa Branca