Os relatos de pessoas que ficaram presas em elevadores durante a falta de energia provocada pela ventania da última semana, além do susto vivido pelo cantor Gilberto Gil, que precisou ser resgatado pelos bombeiros após ficar preso em um elevador no domingo (3), reacenderam uma dúvida comum: o que fazer quando um elevador para de funcionar com alguém dentro?
Segundo o especialista em segurança e gestão de riscos Gustavo Cunha Mello, a primeira recomendação é manter a calma.
De acordo com ele, o nervosismo pode agravar a situação, especialmente para pessoas com claustrofobia, além de aumentar o desgaste físico enquanto o resgate não acontece.
"O primeiro passo é controlar a ansiedade e gastar o mínimo de energia possível.
Se o resgate demorar, a pessoa pode se sentar no chão do elevador e aguardar.
O mais importante é conseguir se comunicar com a portaria ou com outras pessoas no prédio para informar o que está acontecendo".
O especialista reforça que, em hipótese alguma, a pessoa deve tentar forçar a abertura das portas ou sair da cabine por conta própria.
A recomendação é permanecer dentro do elevador até a chegada de profissionais capacitados para realizar o resgate.
O episódio envolvendo Gilberto Gil foi um exemplo de como manter a calma e seguir as orientações é importante nestas situações.
Segundo o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o cantor permaneceu tranquilo durante todo o atendimento e seguiu as instruções da equipe de resgate, o que contribuiu para que a ocorrência fosse resolvida com segurança.
Gilberto Gil ao lado de bombeiros após resgate.
Reprodução/Redes Sociais
Além das orientações para quem ficar preso, Gustavo Cunha Mello destaca que a prevenção também depende dos condomínios.
Entre as medidas recomendadas estão a manutenção periódica dos equipamentos, a existência de sistemas de ventilação adequados dentro da cabine e um sistema de comunicação eficiente, como interfones que funcionem mesmo durante interrupções no fornecimento de energia.
Ele também defende a modernização dos elevadores.
Equipamentos mais recentes contam com dispositivos de segurança capazes de levar automaticamente a cabine até o andar mais próximo e abrir as portas em caso de falha, reduzindo significativamente o risco de pessoas ficarem presas.
“No elevador tem que ter o máximo de ventilação possível, não pode ser um elevador totalmente blindado, porque ele vai ficar mais quente e sem ventilação.
(…) Os síndicos também têm que pensar na comunicação, com um interfone que fale direto com a portaria e funcione em qualquer situação.
E, nos elevadores mais modernos, investir em sistemas inteligentes que, em caso de falha, levem a cabine para um andar e abram a porta.”
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