Fim do mistério: revelada a causa da morte de turista belga cujo corpo foi achado dois anos e meio após desaparecer na Austrália - QTU Questões do Universo

Fim do mistério: revelada a causa da morte de turista belga cujo corpo foi achado dois anos e meio após desaparecer na Austrália

Fonte: Bandeira da fonte

Chegou ao fim o mistério que cercava a morte da turista Céline Cremer, cujos restos mortais foram achados em dezembro do ano passado após a belga ficar desaparecida por dois anos e meio quando visitava uma floresta tropical na Tasmânia (Austrália).
Ela tinha 31 anos.
O caso despertou grande atenção das mídias australiana e europeia.
Nesta sexta-feira (28/8), a legista da Tasmânia Madeleine Wilson afirmou que Céline provavelmente morreu entre 17 e 21 de junho de 2023, sendo a morte classificada como acidental.
A turista havia sido vista pela última vez nas proximidades de Cradle Mountain em 17 de junho de 2023, aos 31 anos.
Ela desapareceu após sair para uma caminhada na floresta tropical da Tasmânia e teve seu desaparecimento comunicado nove dias depois, segundo o jornal "The Guardian".
Após a localização do seu carro no início de uma trilha, equipes de busca e resgate passaram duas semanas procurando pela belga, mas o frio e o mau tempo tornaram as condições perigosas.
Embora ela não tenha sido encontrada, as equipes continuaram as buscas — mas não houve qualquer vestígio dela durante quase três anos.
Um avanço no caso, no fim de 2025, levou finalmente à descoberta de seus restos mortais perto de Philosopher Falls, na cidade de Waratah.
Em fevereiro, o comandante Nathan Johnston, da Polícia da Tasmânia, informou que exames haviam confirmado que os restos mortais pertenciam à belga.
Após a notícia, Amelie Cremer, irmã da mulher desaparecida, publicou um texto no Facebook, afirmando que a atualização trouxe "imenso alívio" à sua família após quase três anos de "espera interminável".
Mas o que teria levado Céline à morte? Teorias na web cogitam crime.
Céline Cremer
Reprodução
No entanto, oficialmente, a morte foi descrita como resultado de uma "confluência de erros", começando quando ela seguiu por uma trilha em direção à represa Magnet Dam após visitar Philosopher Falls, em vez de retornar diretamente ao estacionamento.
"A trilha para Magnet Dam não era bem definida.
Ela saiu do caminho e se perdeu", concluiu Madeleine.
"O desvio da trilha ocorreu no fim do dia, quatro dias antes do solstício de inverno, momento em que a luz da tarde já estava diminuindo", emendou ela.
As temperaturas estavam próximas de zero grau e Céline estava com "roupas insuficientes", sem itens impermeáveis.
O sinal de celular era intermitente e ela perdeu o aparelho no fim da tarde.
Dados recuperados mostraram que, antes disso, ela havia tirado várias fotos e feito vídeos, além de usar o Google Maps.
Wilson afirmou que é provável que Cremer tenha se perdido por volta das 15h49 (horário local), ficando "desorientada" sem o celular e mudando de direção.
Ela acrescentou que não é possível determinar a rota que ela percorreu entre o momento em que perdeu o celular e o momento em que chegou ao rio Arthur, onde seu corpo foi encontrado.

O celular de Celine Cremer foi achado perto do local onde a belga foi vista pela última vez, em mata da Tasmânia
Reprodução/Tasmania Police
Os restos mortais da belga apresentavam danos e diversas fraturas que, segundo Andrew Reid — médico legista —, poderiam ter sido causadas por uma queda ou trauma contuso antes da morte, ou pelo fato de o corpo ter sido levado pela correnteza do rio e colidido com rochas ou detritos.
Acredita-se que ela possa ter escorregado e caído, ou tentado atravessar o rio sem sucesso.
Na conclusão do relatório, hipotermia, trauma e afogamento foram apontados como possíveis causas da morte.
O legista não encontrou indícios de envolvimento de terceiros no caso, classificando a morte como acidental.