Flavio Bolsonaro não consegue montar sua chapa para a eleição de outubro, e fica claro que as dificuldades do candidato continuam.
Todos os acontecimentos recentes o prejudicam e neutralizam a capacidade do bolsonarismo de mobilizar apoios.
Flavio não conseguiu aliança com nenhum partido.
A neutralidade até pode ser boa para ele, porque no segundo turno, todos devem se unir a ele – a não ser que façam acordos impensáveis no momento com Lula.
Se, apesar de tudo, Flavio se mostrar resiliente e capaz de chegar ao segundo turno com competitividade, vai atrair os apoios que se negam agora.
O problema é que ninguém acredita que ele possa chegar bem.
Lula, com a novidade de o filho estar sendo investigado pela PF, com o apoio do ministro André Mendonça, pode sofrer e perder alguns votos para Flavio.
Os independentes podem ser estimulados a voltar para a direita.
Está tudo indefinido e, na indefinição, Flavio perde para Lula, que além da sua história, tem a máquina pública a seu favor e vai abusar do poder de ser incumbente, como todos fazem.
Estando tão próxima a margem de vitória um do outro, é mais fácil aderir ao governo do que à oposição – a não ser que ela se mostre capaz de derrotar o governo.
Até agora, Flavio tem demonstrado pouca firmeza, sem conseguir apoio dentro de sua gente.
Se tivesse conseguido Tereza Cristina para vice, estaria de volta ao jogo.
Flavio ainda em busca de um vice
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