O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, não apresentou explicações sobre a destinação dos recursos obtidos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro na sabatina do Jornal Nacional.
O senador afirmou que não firmou contrato com ninguém e que apenas autorizou o uso da própria imagem no filme sobre o pai dele, Jair Bolsonaro.
Em maio, foram revelados áudios de Flávio pedindo 61 milhões de reais ao banqueiro para a produção do filme Dark Horse.
Questionado sobre a falta de detalhes da origem e do destino do dinheiro, o candidato disse que os recursos foram todos usados na produção e que a produtora prestou contas dentro do prazo de 30 dias estabelecido por ele.
Ao G1, porém, o perito contratado pela produtora afirmou que não teve acesso ao fundo americano que recebeu o dinheiro do ex-dono do Master e que não foram apresentados notas fiscais, comprovantes de transferências, nomes de financiadores ou o fluxo dos recursos.
Ao ser questionado sobre quais garantias pode dar aos eleitores de que não vai tentar um golpe de estado como nos atos de 8 de janeiro, o senador criticou a condenação do pai e disse que Jair Bolsonaro foi julgado por inimigos.
Flávio também reforçou a estratégia de responsabilizar o governo Lula pelo tarifaço dos Estados Unidos e reconheceu que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro errou ao agradecer pela imposição das tarifas.
O candidato garantiu ainda que o Pix não está em negociação com o governo americano.
Flávio negou ter duvidado da confiabilidade das urnas eletrônicas, disse que vai respeitar o resultado das eleições e pediu que os eleitores saiam para votar no dia 4 de outubro.
Na área econômica, o senador não respondeu se vai mudar os critérios de reajuste do salário mínimo, mas afirmou que não vai fazer economia com o povo mais sofrido nem com aposentados, e prometeu reduzir ministérios e impostos e combater a corrupção.
O presidenciável indicou que, se for eleito, terá o médico Claudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e da Confederação Israelita do Brasil, como ministro da Saúde.
Ouça os destaques do Jornal da CBN:
Flávio Bolsonaro nega ter duvidado da confiabilidade das urnas e diz que vai respeitar o resultado das eleições
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