O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, participa nesta quarta-feira (19) de sabatina promovida pelo Valor em parceria com o jornal O Globo e a rádio CBN.
A entrevista teve início às 10h30 e terá duração de 1h30.
Assista:
Na quinta-feira (19), o convidado é o governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
As entrevistas são conduzidas pelos jornalistas Guilherme Muniz, âncora da CBN, Vera Magalhães, colunista de O Globo, e Marcello Corrêa, editor de Política do Valor.
Na abertura da entrevista, nesta quarta-feira, Haddad disse que está em um "projeto estadual" e também em um "projeto nacional", com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele tratou senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência e alaido de Tarcísio, como um "risco para o país".
"Não posso conceber a hipótese de ele assumir a Presidência da República", declarou.
Questionado sobre a possibilidade de a eleição em São Paulo terminar em primeiro turno, com eventual vitória de Tarcísio - que aparece na liderança em pesquisas de intenções de voto -, Haddad respondeu que "muitas vezes, a vitória em primeiro turno no Estado, não interferiu na eleição nacional".
Haddad afirmou que está "ciente" do desafio de enfrentar a aliança partidária do governador Tarcísio.
"Estou ciente do desafio que é enfrentar esse bloco que se constituiu, do Centrão com o bolsonarismo, em torno do Tarcísio", disse.
Ele mencionou, no entanto, que no plano nacional vários partidos do Centrão não aderiram ao candidato Flávio Bolsonaro, o que "favorece muito uma campanha nacional mais equilibrada".
À frente da máquina pública, Tarcísio construiu uma coligação com 12 partidos e terá apoio de outras duas legendas.
Na propaganda eleitoral na televisão e no rádio, deve ficar com 70% do total.
Haddad reuniu a centro-esquerda em torno de sua candidatura, com sete partidos, e terá 30% do tempo de propaganda e inserções.
O candidato do PT disse que sua campanha busca estimular uma análise mais aprofundada da atual gestão.
Ele afirmou que o Estado tem problemas em indicadores de saúde, segurança e educação, além de questões como crescimento da economia e deterioração das finanças.
"O papel da minha candidatura é esclarecer a opinião pública e fazer uma avaliação dos riscos que o Estado de São Paulo está correndo", disse.
"Tarcísio tem o hábito de memorizar uma série de coisas que não correspondem à verdade", declarou o ex-ministro.
"Para mim, foi uma surpresa, porque eu estava imerso no Ministério da Fazenda.
Quando eu vim para cá, eu não vim sabendo do que estava acontecendo."
Pela pesquisa mais recente de intenção de voto, do Instituto Idea, divulgada no dia 10 de agosto, Haddad está em segundo lugar na disputa para o Palácio dos Bandeirantes, com 34% no primeiro turno.
Em primeiro lugar, está o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, com 51%.
Em eventual segundo turno, Tarcísio marca 53%, enquanto Haddad tem 37%.
Na semana que vem, serão ouvidos os candidatos à Presidência da República.
Foram convidados o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
