O Banco Central (BC) disse que as fraudes financeiras associadas aos incidentes cibernéticos têm "crescente sofisticação dos mecanismos utilizados para movimentação e ocultação de recursos ilícitos".
Os ativos virtuais foram o principal instrumento para o "escoamento dos recursos".
As informações constam na ata da última reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), divulgada nesta quarta-feira (2).
O comitê avaliou o cenário dos incidentes cibernéticos relevantes ocorridos no Sistema Financeiro Nacional (SFN) em 2026.
"Nos casos analisados, ativos virtuais foram utilizados como principal instrumento de escoamento dos recursos oriundos dessas fraudes", disse o BC.
A autoridade monetária também examinou incidentes recentes no ecossistema de recebíveis de arranjos de pagamento, bem como riscos operacionais associados ao ecossistema de Banking as a Service (BaaS).
Para o Comef, a responsabilidade é dos agentes integrantes desses ecossistemas de reforçar seus mecanismos de governança, gestão de riscos, controles internos, prevenção a fraudes e segurança operacional, de modo a mitigar as fragilidades observadas.
"O Comitê destacou, ainda, que o Banco Central seguirá intensificando, no âmbito de suas competências, as ações regulatórias e supervisoras voltadas à elevação dos padrões de segurança, governança e gestão de riscos desses ambientes, com o objetivo de preservar a integridade operacional e assegurar o adequado funcionamento dos mercados financeiros", disse.
