Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, chegou a 10% das intenções de voto entre os mais jovens, de 16 a 34 anos.
Nessa faixa do eleitorado, o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) aparece em terceiro lugar, atrás apenas dos dois principais concorrentes ao Planalto — o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), com 36%, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 23%.
Genial/Quaest: Lula lidera todos os cenários de 2º turno, mas perde pontos de vantagem sobre Flávio
E mais: 59% dos brasileiros consideram positiva a reconciliação pública de Flávio e Michelle Bolsonaro, indica pesquisa
Ex-governadores que tentam se posicionar como alternativas a Lula e Flávio patinam entre os mais jovens: o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-chefe do Executivo de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) pontuam 3%, cada — mas, considerando a margem de erro, de quatro pontos percentuais, o cenário é de empate técnico entre eles e Renan.
O ativista do MBL, porém, foi o único dos candidatos fora da polarização que avançou entre os mais jovens para além da margem de erro.
Em julho, Renan somava 5% nessa faixa do eleitorado (e conseguiu dobrar o patamar em agosto), enquanto Caiado tinha 4% e Zema, 2%.
Em entrevistas recentes, Renan Santos admitiu que buscava atrair eleitores incomodados com a polarização entre Lula e Flávio antes de reforçar a estratégia de "arrancar" votos de direita do filho do ex-presidente.
Os dados da Genial/Quaest apontam que isso já pode estar acontecendo: em julho, 30% dos mais jovens declaravam voto em Flávio, sete pontos a mais que os atuais 23%.
Agora em agosto, Cabo Daciolo (Mobiliza); Augusto Cury (Avante); Samara Martins (UP); e Clariana Barão (DC) têm 1% entre os mais jovens.
Os indecisos de 16 a 34 anos somam 12%, e aqueles que indicam voto em branco/nulo ou a intenção de não ir votar são 9% nesse momento.
Além disso, se Renan Santos somava 4% entre eleitores da direita não bolsonarista, ele chega a 10% no novo levantamento — neste estrato, Flávio avançou de 53% a 66%, enquanto os indecisos passaram de 11% a 2%.
A margem de erro, neste caso, é de cinco pontos percentuais.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
Foi realizada entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com 2.004 entrevistas.
O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro para a amostra geral, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
No entanto, no estudo segmentado do eleitorado, as margens são maiores.
Pela margem de erro, também há empate técnico entre Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema no Sudeste e no Sul do país.
Numericamente, o candidato do Missão aparece em terceiro lugar nessas duas regiões, atrás de Lula e Flávio.
No Sudeste, Renan soma 5%, mesmo patamar de Zema, ante 2% de Caiado.
No Sul, Renan aparece com 6%; Caiado, com 2%; e Zema, 1%.
No cenário geral de primeiro turno, Renan Santos oscilou um ponto para cima de julho a agosto e empatou numericamente com Ronaldo Caiado na terceira posição da disputa ao Planalto.
O ex-governador goiano manteve o patamar de 4% e Zema ficou com os 2%.
Lula mantém a liderança com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 30%.
Na divulgação anterior, em junho, o petista tinha 40%, e o senador, 28%.
Cenários de segundo turno
A pesquisa divulgada nesta quarta mostra que o presidente Lula segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas eleições.
Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro, seu principal adversário na corrida ao Planalto, o petista aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O cenário representa uma oscilação positiva para Flávio, que, na sondagem anterior, perdia por 45% a 37%, embora os dados variem dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
É a oitava pesquisa do instituto no ano para as eleições de outubro — e a primeira da empresa depois das convenções que escolheram os candidatos a presidente, do novo tarifaço de Donald Trump, da reconciliação entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar novas investigações contra Lulinha, filho de Lula.
Desde julho, Lula perdeu apoio sobretudo entre os independentes (40% a 33%), eleitores que não se associam à esquerda ou à direita.
O petista lidera o cenário de segundo turno contra Flávio com folga no Nordeste (64% a 25%); entre os eleitores pretos (61% a 22%); entre os beneficiários do Bolsa Família (62% a 26%); entre os votantes com Ensino Fundamental (55% a 30%); e aqueles que recebem até dois salários mínimos (54% a 30%).
Já Flávio aparece muito à frente do candidato à reeleição no Sul (56% a 29%); entre evangélicos (48% a 33%); entre eleitores com Ensino Superior (45% a 34%); entre os eleitores brancos (46% a 36%); e entre os que ganham mais de cinco salários (44% a 36%).
Segundo os dados, se a eleição fosse hoje, Lula superaria o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, por 45% a 37%, e o nome do Novo, Romeu Zema, por 46% a 34%.
A sondagem aponta variação dentro da margem de erro nos dois cenários de segundo turno.
Numericamente, o ex-governador de Goiás reduziu em um ponto a diferença para o atual presidente, que, por sua vez, abriu 12 pontos contra o ex-governador de Minas Gerais.
Contra Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, Lula lidera por 45% a 35% (em julho, 45% a 33%).
De maneira geral, a escolha de voto é definitiva para 69% dos brasileiros, quatro pontos acima do que foi registrado no levantamento anterior (65%).
Aqueles que afirmam ainda poder mudar de voto são 31% — em meados de julho, eram 35%.
Rejeição
Flávio é o candidato com maior rejeição entre os testados nesta rodada da Genial/Quaest.
O senador é rejeitado por 54% dos eleitores no momento, num recuo de três pontos percentuais desde a última divulgação, quando 57% afirmaram que o conheciam e não votariam nele.
Lula vem em seguida, com 52%.
Os dados desta Quaest interrompem a tendência de queda dos últimos meses neste número.
Em junho, o petista era rejeitado por 53% da população, taxa que era de 55% em abril.
Na sondagem anterior, era de 50%.
Aprovação do governo
A Genial/Quaest também mostra que Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam a atual gestão.
Os dados não variaram desde o levantamento anterior, quando, pela primeira vez desde dezembro de 2024, o índice positivo foi numericamente superior.
Sobre esse tema, 5% não sabem ou não responderam.
Em junho, o governo era aprovado por 47%.
Já em maio, a aprovação era de 46%, contra 49% que desaprovavam.
A aprovação do governo Lula recuou para além da margem de erro entre os independentes, que não se associam à esquerda nem à direita (de 45% a 42%).
A desaprovação subiu entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos (54% a 58%).
No entanto, a aprovação do petista subiu cinco pontos no Nordeste, de 61% a 66%.
Além disso, para 55%, Lula não merece mais quatro anos como presidente — o patamar era de 51% em julho.
A parcela de entrevistados que disse que o petista merece, sim, um novo mandato recuou de 45% a 41%.
Avaliação do governo
Em relação à avaliação do governo, o cenário também é de estabilidade.
Segundo a Quaest, 36% consideram o trabalho como sendo positivo, contra 26% que avaliam ser regular.
O percentual negativo, por sua vez, também é de 36% — em julho de 2025, era 40%.
Em um recorte de um ano para cá, o pior cenário ocorreu em março deste ano, quando a avaliação negativa alcançou 43%.
À época, somente 31% consideravam o trabalho como sendo positivo, contra 25% que avaliavam ser regular.
