Giga Mais precifica hoje 1ª emissão de US$ 350 milhões em bonds no exterior, dizem fontes - QTU Questões do Universo

Giga Mais precifica hoje 1ª emissão de US$ 350 milhões em bonds no exterior, dizem fontes

Fonte: Bandeira da fonte

A Giga Mais Fibra deve precificar, nesta quinta-feira (6), sua primeira emissão no mercado de dívida em dólar (“bonds”).
A companhia pretende captar US$ 350 milhões com títulos de cinco anos e meio.
A taxa inicial indicada está na faixa média dos 12%.
Segundo fontes próximas à operação, a emissão terá garantia real de primeiro grau, com prioridade de recebimento pelos bondholders em caso de inadimplência depois que forem quitadas algumas dívidas já existentes.
Entre essas garantias, estariam uma conta de recebíveis e parte da infraestrutura de rede de fibra.
Emissora conhecida no mercado de debêntures, a companhia controlada pela eB Capital pretende usar o dinheiro para pré-pagamento ou recompra de títulos emitidos em reais.

Ratings
A S&P Global atribuiu rating preliminar ‘B’ e perspectiva estável, enquanto a Fitch Ratings concedeu nota ‘B+’, também com perspectiva estável, à proposta de emissão de bonds da Giga Mais.
Nos dois relatórios, as agências afirmam que a emissão dos bonds deve permitir à companhia alongar o perfil do endividamento, reduzir os riscos de refinanciamento e fortalecer o caixa.
Nesta semana, a Giga Mais antecipou a divulgação de algumas informações financeiras, ainda não auditadas ou revisadas por auditoria independente.
A receita líquida no primeiro semestre ficou entre R$ 800 milhões e R$ 820 milhões, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou a faixa de R$ 420 milhões a R$ 440 milhões.
No mesmo período, a empresa teve prejuízo de até R$ 15 milhões.
No relatório em que apresenta o rating, a S&P destaca que a companhia atravessa um processo de recuperação operacional após problemas registrados no segundo semestre de 2025, quando uma estratégia mais agressiva de crescimento levou à entrada de clientes de maior risco e à identificação de vendas irregulares realizadas por intermediários.

A revisão da base de assinantes provocou queda de receita e despesas extraordinárias, mas a empresa implementou controles mais rígidos de crédito, reforçou mecanismos de identificação de clientes e internalizou parte das operações de manutenção da rede, diz em relatório.

Na avaliação da S&P, essas mudanças devem sustentar uma melhora consistente da rentabilidade.
A agência projeta margem Ebitda acima de 50% nos próximos anos, ante 42,1% em 2025, além de redução gradual da alavancagem para cerca de 3,3 vezes a dívida bruta/Ebitda até 2028, acompanhada pela geração de fluxo de caixa livre.

Já a Fitch ressaltou que a Giga Mais ocupa uma posição relevante em sua área de atuação, liderando ou ocupando a segunda colocação em grande parte das cidades onde opera, mas ainda possui escala moderada, com participação de aproximadamente 2,5% no mercado brasileiro de banda larga, ficando exposta à competição tanto das grandes operadoras nacionais quanto de provedores regionais.

A expectativa da Fitch é que o processo de reestruturação operacional permita a retomada da geração positiva de caixa.
A projeção é de crescimento do Ebitda para R$ 770 milhões em 2026 e R$ 840 milhões em 2027, acompanhado por fluxo de caixa livre positivo e redução da alavancagem líquida para cerca de três vezes o Ebitda já em 2026, desde que a empresa não volte a realizar aquisições financiadas por dívida.

Goldman Sachs, Bradesco BBI, Itaú BBA e UBS BB atuam na operação.