Gilberto Gil e Flor Gil participam do ‘Saia Justa’ em homenagem ao Dia dos Pais:

Gilberto Gil e Flor Gil participam do ‘Saia Justa’ em homenagem ao Dia dos Pais: 'O sofrimento faz parte da vida'

Fonte: Bandeira da fonte

Gilberto Gil e a neta Flor Gil são os convidados de encontro especial no sofá do Saia Justa com o quinteto formado por Eliana, Bela Gil, Erika Januza, Juliette e Tati Machado.
Em clima de Dia dos Pais, a atração promove uma reflexão profunda e afetuosa sobre como a paternidade amadurece, erra, aprende e se reinventa com o passar dos anos.
Ao lado de Bela e Flor, Gilberto Gil relembra sua trajetória como pai de oito filhos, avô e bisavô, analisando as diferentes transformações sociais, culturais e familiares que atravessou ao longo das décadas, incluindo a saudade e as memórias marcantes de momentos dolorosos, como as partidas de Pedro e Preta.

A relação afetiva e a trajetória artística com a filha, aliás, também são celebradas no rastro da série Meu Nome é Preta, disponível no Globoplay.
A partir dessas vivências, o programa debate como o tempo e a maturidade alteram as formas de educar, impor limites e demonstrar afeto, questionando se cada filho conhece uma versão distinta do mesmo pai e se a chegada dos netos traz uma oportunidade mais leve de vivenciar a família.
Gilberto Gil é pai de Bela Gil e Preta Gil
Reprodução/Instagram
“Esse traço (liberdade na criação dos filhos) é da minha própria geração, aquela coisa do hippie (risos), o cultivo das novas liberdades e tudo mais, isso se reflete no núcleo básico que é o de casa, da família.
Então, criar os filhos sempre foi, pra mim, uma maneira de reproduzir um desejo meu de abertura, de liberdade, do lado transgressor necessário, mas também o lado disciplinar necessário, esse jogo, esse diálogo de pegar os parafusos e a chave de fenda e afrouxar”, comenta o cantor.

A conversa ganha ainda novos contornos espirituais a partir de um questionamento levantado por Bela Gil sobre a emblemática canção Se Eu Quiser Falar com Deus.
Inspiradas na ideia de que a dor e o prazer são percepções complementares da existência, as apresentadoras e os convidados debatem a fé, o sacrifício e a busca pela evolução.
O sofá reflete sobre se o sofrimento é o único caminho para a aprendizagem e a conexão com o divino, revisitando os sentidos e mistérios por trás da obra do mestre baiano.
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“O sofrimento faz parte da vida.
Existem várias religiões, os sistemas filosóficos que tentam dar conta desse sentido da dor.
O sofrimento é o grande desafio para o sentido transformador que o indivíduo, que o ser humano, tem que adotar.
É transmutação permanente, o sofrimento é como se fosse o combustível que vai movendo o carro e o prazer é o descortínio da janela desse carro, a paisagem que vai ficando para trás.
A dor ensina”, observa Gilberto Gil.
Flor conta que a morte de Preta transformou sua vida.
“Venho de uma família que acredita muito na fé e na música, e eu acho a música um grande alicerce nesse lugar comigo.
Eu acredito em muita coisa, mas acho que quando eu realmente tive essa conexão de conseguir ver além, foi quando a minha tia (Preta Gil) faleceu", diz.

"Eu comecei a construir uma relação com ela pós-morte.
A minha tia me ensinou muito a ressignificar os sentimentos e as dores.
Ela sempre foi ocasionalmente presente nos momentos mais críticos da minha vida.
E é forte, não é fácil de lidar, principalmente ela sendo uma pessoa que eu sempre idolatrei, que sempre foi o meu sonho, o meu objetivo de vida.
Ela foi uma pessoa crucial para mim na vida, e continua sendo.
Está sendo ainda mais agora do que antes, até para me conectar com o mistério, com o divino”, acrescenta Flor.

Gilberto Gil e Erika Januza
Reprodução Instagram
Para encerrar, o encontro mergulha no vasto universo musical de Gilberto Gil, que moldou a trilha sonora do Brasil contemporâneo e ancestral ao circular por ritmos como o reggae, o rock e o samba.
O papo explora como a nova geração, representada no programa por Flor Gil, renova e alimenta essa troca artística no dia a dia.

O grupo compartilha curiosidades sobre o que toca nos fones de ouvido da família, como os mais jovens influenciam o repertório dos mais velhos e quais clássicos de Gil marcaram momentos inesquecíveis nas vidas de cada uma das apresentadoras.
Gilberto Gil e Flor Gil Demasi
Leo Franco/AgNews