Golpe usa falsas vagas da Meta, Disney, Coca-Cola e Spotify; saiba se proteger - QTU Questões do Universo

Golpe usa falsas vagas da Meta, Disney, Coca-Cola e Spotify; saiba se proteger

Fonte: Bandeira da fonte

Pesquisadores de Inteligência de Ameaças da empresa de cibersegurança NordVPN descobriram mais uma campanha de golpes de phishing envolvendo falsas ofertas de emprego.
Desta vez, a fraude simula vagas nas seguintes empresas globais: Meta e suas subsidiárias, como Facebook, Instagram e WhatsApp, Disney, Coca-Cola e Spotify.
A operação possui várias etapas e tenta roubar as credenciais do Facebook das vítimas para ter acesso aos dados e serviços vinculados às contas.
Nas próximas linhas, confira mais detalhes sobre o golpe e veja dicas para se proteger ao receber vagas de emprego pela Internet.
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Hackers usam falsas vagas de emprego na Meta, Disney, Spotify e Coca-Cola para atrair vítimas; entenda
Reprodução/Unsplash/Towfiqu barbhuiya
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1.
Como acontece o golpe?
Segundo a investigação, o golpe possui algumas etapas.
A primeira acontece quando a vítima recebe um e-mail fraudulento que costuma ser enviado por meio de serviços como o Google AppSheet, capaz de burlar filtros de spam.
A mensagem possui um tom formal e profissional, sem erros de ortografia ou gramática, parecido com abordagens verdadeiras de recrutamento.
Para encontrar os contatos, os cibercriminosos podem, por exemplo, coletar dados de plataformas como LinkedIn ou, ainda, usar informações de vazamentos anteriores.

Exemplo de e-mail falso enviado por hackers com vaga fraudulenta em nome da Meta
Reprodução/NordVPN
A segunda parte acontece no e-mail falso, em que os golpistas adicionam um link que leva as vítimas para um site "HUB" (como "careers.meta-findyourjob[.]com"), feito com um mecanismo que engana softwares e analistas de segurança.
Ou seja, se uma pessoa acessar o domínio diretamente, verá apenas uma página genérica e sem funcionalidade.
Isso significa que o material fraudulento será ativado apenas quando o site for acessado por meio do link de referência do e-mail de phishing, que atua como uma chave que libera o botão clicável para "Buscar uma vaga".

Por fim, assim que a vítima clica no link, é enviada para um site que imita um portal de vagas de emprego.
A interface até mesmo possibilita que os usuários naveguem pelas vagas fraudulentas da marca falsificada, o que fortalece a ilusão de que existe um processo seletivo oficial.
Alguns sites falsos identificados na pesquisa são: Meta (plus.jobfusion-mt[.]com e official.professionlaunch-mt[.]com); Coca-Cola (careers.coca-contactnow[.]info); Spotify (connect.spotifycareerapply[.]com) e Disney (jobquest.wdcfuturesteps[.]com).

Página falsa usada por golpistas mostra supostas vagas de emprego na Disney
Reprodução/NordVPN
2.
Roubo de credenciais do Facebook
A fraude se consolida no momento em que a vítima clica nas opções “Candidatar-se” ou “Enviar candidatura”, disponíveis no site falso.
Nestes casos, em vez de ter acesso a um formulário de candidatura, a pessoa é redirecionada para uma página maliciosa que pede um login no Facebook para seguir com a candidatura.
Contudo, a página é totalmente fraudulenta e serve somente para capturar as credenciais do Facebook da vítima, o que dá controle total da conta para os golpistas, além de todos os serviços, dados pessoais e plataformas vinculadas ao perfil.

Dessa forma, a campanha revela como os hackers usam contextos profissionais e marcas famosas, como Coca-Cola, Meta, Spotify e Disney, para enganar as vítimas com mais facilidade, visto que as etapas do golpe imitam de modo realista diversas fases de um processo de recrutamento.
"Candidatos a emprego são particularmente vulneráveis porque já estão acostumados a compartilhar informações pessoais e seguir instruções de contatos desconhecidos.
Essas campanhas se aproveitam dessa confiança usando comunicações refinadas e portais de carreira falsos convincentes, praticamente indistinguíveis dos verdadeiros", diz Domininkas Virbickas, diretor de produtos da NordVPN.

Login no Facebook em página maliciosa é a fase final do golpe da vaga de emprego
Reprodução/NordVPN
3.
Como se proteger
Para se proteger de golpes envolvendo falsas vagas de emprego, é possível seguir algumas dicas de segurança.
Em primeiro lugar, sempre verifique a URL do site antes de inserir senhas ou dados sigilosos e lembre-se de que empresas hospedam páginas de carreiras em domínios oficiais, nunca em sites de terceiros com nomes incomuns ou duvidosos.
Além disso, desconfie de solicitações de login em redes sociais em sites com URL desconhecida, pois há fortes sinais de tentativa de phishing.

Também é fundamental ativar a autenticação em dois fatores em todas as contas de redes sociais, pois isso ajuda a aumentar a segurança.
Afinal, se a senha for comprometida, ainda será necessário mais um código de acesso, o que pode impedir ou dificultar a atividade de hackers.
Por fim, jamais confie em vagas de emprego "boas demais para ser verdade" que chegam de maneira não solicitada em e-mails desconhecidos ou aplicativos de mensagens, principalmente em nome de grandes empresas.

Veja dicas de segurança para evitar golpes com falsas vagas de emprego
Reprodução/Unsplash/FlyD
4.
Metodologia
Segundo a NordVPN, a investigação usou metodologias de pesquisa pública (OSINT – inteligência de fontes abertas), com necessidade de corroborar e validar os dados por meio de referências cruzadas.
A estratégia de coleta de dados incluiu o uso de “dorks” específicos (strings de busca avançadas) aplicadas aos principais mecanismos de busca genéricos, e a utilização de mecanismos de busca especializados para indexar domínios, sites e dispositivos expostos na Internet.

O objetivo era obter a visão mais completa possível do panorama das entidades digitais envolvidas e identificar com precisão os domínios que foram efetivamente comprometidos, indo além da mera identificação de domínios teoricamente vulneráveis.
A análise detalhada garantiu que as conclusões fossem baseadas em dados verificados e que o perímetro dos sistemas comprometidos fosse delimitado com a máxima precisão possível.

Saiba mais sobre a metodologia da pesquisa da empresa de cibersegurança NordVPN
Divulgação/Freepik
Com informações de NordVPN
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