Quando uma empresa apresenta alta maturidade de governança de IA, ela experimenta até 50% menos retrabalho de modelos, enquanto o tempo necessário para um sistema entrar em operação se torna 35% menor.
Identificados pela consultoria PwC, os dados indicam que a adoção da tecnologia se beneficia de práticas de gestão bem desenhadas, implementadas e comunicadas.
Ainda assim, como aponta um levantamento realizado pela McKinsey, 64% das empresas usam IA generativa em funções essenciais de negócios, mas apenas 19% possuem uma estrutura formal de governança implementada.
Como superar esse desafio e alcançar os benefícios da governança qualificada em IA? O terceiro episódio da nova temporada da websérie “Vamos habilitar o próximo novo?”, apresentada pela Claro empresas, produzida em parceria com a Editora Globo e veiculada no Valor Econômico, tem o objetivo de responder a essa pergunta.
Ao longo do episódio, Ronaldo Lemos, advogado, professor e diretor científico do ITS Rio, e Silvio Meira, cientista-chefe da TDS Company, conduzem a discussão sobre os caminhos para equilibrar inovação, controle e estratégia no uso da IA.
“A tecnologia muda a gestão e a governança das empresas.
Se antes falávamos em just in time, agora falamos de just intelligent: inteligência artificial para tomar decisões de negócio”, avalia Ronaldo Lemos.
A tecnologia muda a gestão e a governança das empresas.
Se antes falávamos em just in time, agora falamos de just intelligent: IA para tomar decisões de negócio”
A mudança descrita por Ronaldo Lemos exige que as empresas revejam não apenas a forma como utilizam a tecnologia, mas também os mecanismos que orientam sua aplicação.
É nesse ponto que a governança deixa de ser apenas um conjunto de controles e passa a funcionar como parte da estratégia de uso da IA.
“A única forma de ter uma IA muito bem estruturada é implementar uma governança com equilíbrio entre inovação e controle de gestão”, reforça Adriano Rosa, diretor-executivo da Claro empresas.
Para ele, a implementação dessas práticas precisa ser multidisciplinar, transversal e em alto nível.
Mais do que uma questão de tecnologia, a adoção da IA exige a combinação de diferentes camadas — da infraestrutura e dos dados às aplicações, parceiros e mecanismos de segurança e controle.
É nesse contexto que ganha relevância o papel da Claro empresas como orquestradora capaz de conectar esses diferentes elementos e formar um ecossistema preparado para sustentar estratégias de IA com segurança, governança e escala.
“A única forma de ter uma IA muito bem estruturada é implementar uma governança com equilíbrio entre inovação e controle de gestão”
Dados organizados
É justamente essa mudança de perspectiva que, para Silvio Meira, altera o próprio sentido da governança.
“Em qualquer organização, governança é um sistema de normas, de regras.
Na prática, a governança, que foi criada para viabilizar o futuro do negócio, passa a cuidar do presente da empresa, vindo do passado dela mesma.
Entramos numa espécie de museu de boas práticas”, analisa.
Na prática, a governança, que foi criada para viabilizar o futuro do negócio, passa a cuidar do presente da empresa, vindo do passado dela mesma”
Esse equilíbrio entre controle e agilidade depende também da capacidade de organizar os dados que alimentam os sistemas de IA — um desafio especialmente relevante em setores que lidam diariamente com grandes volumes de informações.
“O volume de dados das empresas do setor farmacêutico é surpreendente.
Por isso, montamos um data lake único”, relata Diego Neufert, CTO e CIO da EMS.
O executivo já projeta os ganhos com o uso da tecnologia: “Para um remédio chegar hoje ao mercado, leva de 15 a 20 anos.
Com a IA, o objetivo é reduzir talvez à metade do tempo”.
O volume de dados das empresas do setor farmacêutico é surpreendente.
Por isso, montamos um data lake único”
O caso reforça a importância da integração entre dados, conectividade e soluções para a implementação da IA.
Adriano Rosa resume: “A IA nasce de um processo que é nosso core: a hiperconectividade.
E passa por outro item relevante que é o Analytics, a base para criarmos o tratamento aos dados do cliente, gerando insights para uma tomada de decisão com mais eficiência”.
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