O governo anunciou nesta terça-feira que a fila de requerimentos para obter benefícios do INSS caiu para 1,282 milhão em agosto (dado parcial até dia 24).
Em janeiro, aguardavam na fila 3,073 milhões de pedidos de benefícios, o que representa uma queda de 59%.
De acordo com nota divulgada pelo Ministério da Previdência, esse é o menor patamar desde 2023.
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).
Na ocasião, o diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, informou que os processos que aguardam na fila há mais de 45 dias somaram 261 mil em agosto.
O volume representa redução de 86% em relação a janeiro deste ano, quando havia 1,882 milhão de pessoas aguardando há mais de 45 dias.
Ele também destacou que o índice de novas concessões subiu para 67% entre janeiro e julho, o que representa, em média, 730 mil benefícios por mês.
A média mensal no mesmo período de 2025 foi de 641 mil requerimentos.
Reportagem do GLOBO mostrou que, em um movimento que ajuda a reduzir a fila do INSS em meio ao período eleitoral, o governo aumentou em 70% o número de requerimentos indeferidos entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.
Foi o maior patamar de indeferimentos desde 2021.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a concessão de benefícios previdenciários como na Lista de Alto Risco da administração pública federal, devido à fila INSS e ao aumento do indeferimento dos pedidos.
A Lista de Alto Risco funciona como um alerta do tribunal sobre pontos que podem comprometer as contas públicas ou a qualidade dos serviços prestados à população.
A lista foi lançada em 2022 e é revisada pela equipe de auditores periodicamente.
Embora reconheça o esforço do governo para reduzir a fila do INSS, com a adoção de planos de emergência, os técnicos afirmam que a essa evolução ainda não se mostra suficiente para exclusão do tema da Lista.
Destaca ainda que vulnerabilidades relevantes na capacidade operacional ainda persistem.
A área técnica identificou ainda que uma análise entre requerimentos concluídos e protocolados mostrou que a produção ficou estagnada, "registrando ciclos recorrentes de déficit produtivos".
