A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) concedeu nesta segunda-feira (3) a tão esperada certificação para o 737 Max 7 da Boeing, um marco para a fabricante de aeronaves americana, que esperava há anos para vender a menor versão de seu avião mais vendido.
A aprovação do jato estava anos atrasada.
Em determinado momento, a Boeing havia declarado que esperava que a aeronave fosse aprovada antes do final de 2022.
A Boeing afirmou, no mês passado, que estava nos estágios finais para obter a certificação regulatória de uma correção no sistema antigelo do motor para o seu 737 Max.
O vice-administrador da FAA, Chris Rocheleau, disse à Reuters, no mês passado, que acreditava que a aprovação do Max 10, de maior porte, viria logo após o Max 7.
A Boeing já construiu cerca de 30 unidades do Max 7 e nove do Max 10, que aguardam entrega, de acordo com a empresa de análise de aviação Cirium.
O Max 10 responde por pelo menos 28% dos pedidos pendentes da família Max.
Acidentes fatais
A Boeing tem enfrentado um processo de certificação mais rigoroso desde dois acidentes fatais envolvendo o Max 8 em 2018 e 2019, além de um escrutínio sobre os sistemas de produção e qualidade da empresa após a descompressão explosiva de um painel de cabine em pleno voo, ocorrida em janeiro de 2024 em um Max 9 da Alaska Airlines quase novo.
O administrador da FAA, Bryan Bedford, declarou à Reuters, em julho, que a agência e a Boeing melhoraram o trabalho na certificação de novas aeronaves.
Em 2022, a Boeing enfrentou um prazo estabelecido pelo Congresso americano para obter a certificação das duas variantes do Max antes que um novo padrão de segurança sobre alertas na cabine de comando entrasse em vigor.
O Congresso acabou concordando em abrir mão dessa exigência.
